Política

Gilmar Mendes se pronuncia em apoio a Vini Jr: "Racismo não se tolera"

Ministro salientou que conduta contra jogador não é novidade, reforçando que "não se pode normalizar o inaceitável"

Imagem da noticia Gilmar Mendes se pronuncia em apoio a Vini Jr: "Racismo não se tolera"
Ministro Gilmar Mendes | Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio ao atacante Vini Jr. na terça-feira (17), depois de o jogador denunciar ofensas racistas durante jogo entre Real Madrid e Benfica, pela Liga dos Campeões. Pelas redes sociais, o magistrado afirmou que “racismo não se tolera”.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

“Racismo não se tolera — no futebol ou fora dele. É inaceitável e não pode ser tratado com indiferença. Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa — o que torna o episódio ainda mais grave. Minha solidariedade a um dos nossos maiores talentos, que enche o Brasil de orgulho dentro e fora de campo. Sua coragem em denunciar merece respeito. Não se pode normalizar o inaceitável”, escreveu.

O episódio ocorreu após Vini Jr. marcar um gol contra o Benfica. Depois do triunfo, o jogador discutiu com o argentino Prestianni, que teria coberto a boca para dirigir ofensas ao brasileiro — o que dificultou a confirmação por leitura labial. Vini Jr. procurou o árbitro, que acionou o protocolo antirracismo da Fifa. A partida ficou paralisada por cerca de 10 minutos.

Ao comentar sobre o ocorrido, horas depois, o atleta afirmou que o episódio “não é novidade” em sua vida. “Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família”, disse.

O atacante também criticou o fato de ter recebido cartão amarelo por ter comemorado o gol de forma “excessiva”, enquanto, segundo ele, o caso de racismo não teve uma resposta adequada.

“Eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Recebi cartão amarelo por comemorar um gol e ainda não entendi o motivo. Do outro lado, houve apenas um protocolo mal executado, que não serviu para nada. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário”, afirmou.

Últimas Notícias