Política

Afastado do STJ, ministro acusado de assédio sexual sai do hospital

Marco Buzzi deixou o DFStar na sexta-feira (13); ele é alvo de sindicância que apura duas acusações de importunação, uma delas contra uma jovem de 18 anos

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Victor Schneider
O ministro Marco Buzzi, do STJ | Divulgação/Sérgio Amaral/STJ

O ministro Marco Buzzi, do STJ | Divulgação/Sérgio Amaral/STJ

Afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de importunação sexual, o ministro Marco Buzzi recebeu alta do hospital DFStar na sexta-feira (13) e está em tratamento médico em casa. A informação foi divulgada pelo site Metrópoles e confirmada pelo SBT News.

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O magistrado havia dado entrada no hospital em 5 de fevereiro, quando se tornou pública uma acusação de assédio sexual movida por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos. Na mesma noite, o ministro foi internado com quadro de palpitação e precordialgia (dor no peito) sob uma licença médica de 10 dias.

Buzzi, de 68 anos, sofre com histórico de problemas cardíacos e tem implantados um marca-passo e cinco stents (um pequeno tubo inserido em artérias que auxiliam no fluxo sanguíneo).

A acusação de assédio foi agravada por uma nova denúncia em 9 de fevereiro, quando uma servidora do próprio tribunal também prestou depoimento na sindicância para relatar episódios de importunação sexual envolvendo o ministro.

No dia seguinte, o plenário do STJ decidiu afastar Buzzi do cargo de forma “cautelar, temporária e excepcional" durante o curso das investigações. Ele está impedido de entrar nas dependências do STJ, mas mantém os vencimentos de R$ 44 mil mensais. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União já pediu para que o salário seja suspenso durante o período de afastamento.

Também no dia 10, antes da decisão do pleno, o ministro apresentou um atestado psiquiátrico e solicitou nova licença médica, agora por 90 dias.

Ainda não há previsão de quando ou como será feita a coleta do depoimento de Buzzi e da posição da defesa na sindicância. O processo é conduzido pelos ministros Antônio Carlos Ferreira, Francisco Falcão e Raul Araújo – a ministra Isabel Gallotti declarou suspeição por ter grau de parentesco indireto com Buzzi.

Ministro negou acusações

Em carta enviada aos colegas do tribunal obtida primeiro pelo SBT News, o ministro afirmou que estava "muito impactado com as notícias veiculadas" e que permaneceu calado por estar em tratamento no hospital.

Ele disse ainda que tudo está causando mágoas às pessoas da família e de sua convivência. "Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrei minha inocência", afirmou."Estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar".

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