Exclusivo: Ministro Marco Buzzi se diz inocente e reconhece que acusação de assédio causa grande sofrimento ao STJ
Ministro enviou mensagem aos colegas se defendendo das acusações de assédio


Basília Rodrigues
Acusado de assédio sexual, o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, escreveu nesta noite (9) para ministros da corte que repudia as denúncias e que irá provar que é inocente.
Há duas acusações contra Buzzi. Uma de jovem de 18 anos e outra apresentada por servidora do próprio tribunal.
O SBT News teve acesso com exclusividade à mensagem que Buzzi encaminhou para os colegas. No texto, o ministro afirma que está "muito impactado com as notícias veiculadas" e que está internado em hospital para acompanhamento cardíaco e emocional. Segundo Buzzi, por isso, "até o momento estive calado".
O ministro afirma que tudo está causando mágoas às pessoas da família e convivência dele. "Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrei minha inocência", diz.
Buzzi afirma ainda não entender as razões das acusações e que lamenta o que descreve como "grande sofrimento e também desgaste" que tem provocado ao STJ. "Estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar", destaca.
O STJ marcou sessão extraordinária nesta terça-feira (10) que pode resultar no afastamento do ministro
Leia mensagem de Buzzi a ministros do STJ, obtida pelo SBT News:
"Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos."









