Audiência sobre BRB expõe divergência entre Celina e Fazenda
No STF, Durigan fez sinais de negativa com a cabeça durante fala da governadora e contestou a situação fiscal do DF e o pedido de aval da União para empréstimo
Caio Barcellos
Celina Leão é a convidada do Sala de Imprensa | SBT News
A audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB) expôs nesta quinta-feira (13) divergências entre a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre as condições para que a operação avance.
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Enquanto Celina apresentava os argumentos do GDF, Durigan fez repetidos sinais de negativa com a cabeça, principalmente quando a governadora tratou da situação fiscal do Distrito Federal e sustentou que os números atuais permitiriam projetar uma melhora na nota usada pelo Tesouro Nacional para medir a capacidade de Estados e municípios pagarem suas dívidas.
Ao receber a palavra, o ministro rebateu essa avaliação. Segundo Durigan, técnicos do Tesouro fizeram uma atualização dos dados do DF e concluíram que, pelos critérios usados hoje, a situação piorou.
“Se a gente atualizar hoje a regra do GDF, despesa pela receita, piorou a situação do GDF”, disse Durigan, provocando uma risada discreta de Celina, antes de acrescentar que, pelas regras aplicadas aos demais Estados e municípios, não haveria hoje espaço para a União garantir o empréstimo.
A discussão envolve a chamada Capacidade de Pagamento (Capag), classificação calculada pelo Tesouro para avaliar a saúde financeira dos governos locais. A nota é um dos critérios para definir se a União pode servir como garantidora de empréstimos contratados por Estados e municípios.
Celina havia afirmado anteriormente que, embora não exista formalmente uma “Capag provisória”, as contas do DF já apontariam para uma nota A quando a classificação for atualizada. Segundo ela, as projeções do governo distrital indicam que o caixa deverá encerrar o ano com saldo positivo de R$ 3 bilhões.
Em atualização
Audiência sobre BRB expõe divergência entre Celina e FazendaNo STF, Durigan fez sinais de negativa com a cabeça durante fala da governadora e contestou a situação fiscal do DF e o pedido de aval da União para empréstimoEconomia2026-08-13T20:16:39.319ZA audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB) expôs nesta quinta-feira (13) divergências entre a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre as condições para que a operação avance. Enquanto Celina apresentava os argumentos do GDF, Durigan fez repetidos sinais de negativa com a cabeça, principalmente quando a governadora tratou da situação fiscal do Distrito Federal e sustentou que os números atuais permitiriam projetar uma melhora na nota usada pelo Tesouro Nacional para medir a capacidade de Estados e municípios pagarem suas dívidas. Ao receber a palavra, o ministro rebateu essa avaliação. Segundo Durigan, técnicos do Tesouro fizeram uma atualização dos dados do DF e concluíram que, pelos critérios usados hoje, a situação piorou. “Se a gente atualizar hoje a regra do GDF, despesa pela receita, piorou a situação do GDF”, disse Durigan, provocando uma risada discreta de Celina, antes de acrescentar que, pelas regras aplicadas aos demais Estados e municípios, não haveria hoje espaço para a União garantir o empréstimo. A discussão envolve a chamada Capacidade de Pagamento (Capag), classificação calculada pelo Tesouro para avaliar a saúde financeira dos governos locais. A nota é um dos critérios para definir se a União pode servir como garantidora de empréstimos contratados por Estados e municípios. Celina havia afirmado anteriormente que, embora não exista formalmente uma “Capag provisória”, as contas do DF já apontariam para uma nota A quando a classificação for atualizada. Segundo ela, as projeções do governo distrital indicam que o caixa deverá encerrar o ano com saldo positivo de R$ 3 bilhões. Em atualizaçãoSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/audiencia-sobre-brb-expoe-divergencia-entre-celina-e-fazenda
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