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Palestina e mais 80 países condenam registro de terras na Cisjordânia por Israel

Segundo o representante palestino na ONU, Riyad Mansour, medida israelense viola o direito internacional

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Líderes reunidos na sede da ONU, em Nova York | Reuters / Reprodução

O embaixador palestino na Organização das Nações Unidas (ONU), Riyad Mansour, condenou nesta terça-feira (17) a decisão de Israel de reforçar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos.

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A manifestação ocorreu na sede da ONU, em Nova York, e contou com o apoio de mais de 80 Estados-membros e organizações internacionais.

Segundo Riyad, a medida representa uma “anexação de fato” do território palestino. Para ele, as novas medidas ampliam a presença israelense em territórios ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, e devem ser revertidas imediatamente.

O diplomata afirmou que qualquer iniciativa que altere a composição demográfica ou o status legal dos territórios palestinos viola o direito internacional e compromete os esforços por uma solução pacífica para o conflito.

A Cisjordânia é considerada pelos palestinos parte essencial de um futuro Estado independente. Atualmente, a região está sob controle militar israelense, com áreas limitadas administradas pela Autoridade Palestina.

Israel facilita compra de terras na Cisjordânia

No domingo (15), ministros do governo israelense aprovaram o início de um processo de registro de terras na Cisjordânia. A medida também facilita a regularização de propriedades e pode beneficiar colonos israelenses.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a iniciativa tem como objetivo promover transparência e resolver disputas fundiárias. No entanto, críticos afirmam que a decisão pode ampliar os assentamentos israelenses na região.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu considera a criação de um Estado palestino uma ameaça à segurança de Israel. Sua coalizão governista inclui grupos que defendem a anexação da Cisjordânia, território conquistado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel argumenta que possui laços históricos e religiosos com a região.

Em um parecer consultivo divulgado em 2024, o principal tribunal da ONU considerou que a ocupação israelense e os assentamentos na Cisjordânia são ilegais e devem ser encerrados o mais rapidamente possível. Israel contesta essa posição e afirma que a situação deve ser resolvida por meio de negociações diretas.

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