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Colômbia e Cuba condenam ataque dos EUA na Venezuela e dizem monitorar situação

Bombardeios foram registrados na madrugada deste sábado (3) em três estados, além da capital, Caracas

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Explosões forma ouvidas durante a madrugada deste sábado (3) em várias regiões do país | Reprodução

Os presidentes da Colômbia e de Cuba condenaram o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, realizado na madrugada deste sábado (3). Pelas redes sociais, os líderes denunciaram a escalada de tensão na região, pedindo uma reação “urgente” da comunidade internacional.

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“Cuba denuncia e exige urgentemente a reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos Estados Unidos na Venezuela. Nossa zona de paz sendo brutalmente agredida. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra Nossa América”, escreveu o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

A ação também foi condenada pelo líder da Colômbia, Gustavo Petro, que disse rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação. “O país adota uma posição orientada para a preservação da paz regional e faz um apelo urgente à desescalada, exortando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos.”

O ataque norte-americano ocorreu por volta das 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília), em Caracas. Ao menos outras sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana, além de aeronaves sobrevoando a região. Os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram alvos.

Pouco tempo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, afirmando que ambos foram expulsos do país. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que o governo não sabe o paradeiro do casal e que irá exigir "prova imediata de vida" para ambos.

Em comunicado, o governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de tentar forçar uma “mudança de regime”, dizendo que Washington busca assumir o controle dos recursos estratégicos no país, em especial as reservas de petróleo e minerais. Para conter a agressão militar, Caracas convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização e “passar de imediato à luta armada”.

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