Satélite da Nasa deve cair na Terra hoje; existe risco?
Equipamento está em órbita há quase 22 anos; agência estima que a maior parte da estrutura vai se desintegrar, mas alguns fragmentos podem chegar à superfície
Por Caroline Vale
Nesta ilustração artística, o Observatório Neil Gehrels Swift da NASA orbita a Terra. | Divulgação/Nasa
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, deve reentrar na atmosfera da Terra nesta quarta-feira (4), quase 22 anos após seu lançamento.
O equipamento pesa aproximadamente 1,45 tonelada e a maior parte de sua estrutura deve se desintegrar durante a passagem pela atmosfera. No entanto, alguns componentes podem resistir e atingir a superfície.
A Nasa considera improvável que os fragmentos causem ferimentos ou atinjam alguém. A estimativa da agência é de 1 chance em 2.100 de que uma pessoa seja atingida.
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O local onde eventuais destroços podem cair depende do momento exato da reentrada. Por causa da inclinação da órbita do satélite, a área de possível queda está limitada à faixa entre as latitudes 20,6 graus ao sul e 20,6 graus ao norte. Essa faixa abrange partes da África, Ásia, Austrália, América Central e América do Sul.
A agência e a Força Espacial dos Estados Unidos continuam monitorando o equipamento. Até a publicação desta reportagem, a Nasa não havia confirmado a reentrada.
Lançado em 2004, o Swift foi desenvolvido para estudar as explosões de raios gama, consideradas alguns dos fenômenos mais poderosos do universo. O observatório foi projetado para operar inicialmente durante dois anos, mas permaneceu em atividade científica por mais de duas décadas.
Equipado com três telescópios, o satélite foi criado para observar diferentes faixas de luz e identificar rapidamente fenômenos cósmicos de curta duração. O equipamento também enviava alertas a outros observatórios para coordenar novas observações.
Ao longo da missão, o Swift contribuiu para pesquisas sobre diferentes objetos e eventos astronômicos, incluindo galáxias ativas alimentadas por buracos negros supermassivos, explosões de estrelas, supernovas e até cometas e asteroides do Sistema Solar.
A Nasa tentou prolongar a vida útil do satélite por meio de uma operação inédita de resgate, mas a missão não conseguiu cumprir o objetivo. Em agosto, a agência anunciou que a espaçonave robótica Link, desenvolvida pela empresa Katalyst Space, não conseguiria capturar o observatório Swift e elevá-lo a uma órbita mais alta devido a problemas no sistema de controle de orientação do veículo.
Satélite da Nasa deve cair na Terra hoje; existe risco?Equipamento está em órbita há quase 22 anos; agência estima que a maior parte da estrutura vai se desintegrar, mas alguns fragmentos podem chegar à superfícieMundo2026-11-04T15:43:31.712ZO telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, deve reentrar na atmosfera da Terra nesta quarta-feira (4), quase 22 anos após seu lançamento. O equipamento pesa aproximadamente 1,45 tonelada e a maior parte de sua estrutura deve se desintegrar durante a passagem pela atmosfera. No entanto, alguns componentes podem resistir e atingir a superfície. A Nasa considera improvável que os fragmentos causem ferimentos ou atinjam alguém. A estimativa da agência é de 1 chance em 2.100 de que uma pessoa seja atingida. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O local onde eventuais destroços podem cair depende do momento exato da reentrada. Por causa da inclinação da órbita do satélite, a área de possível queda está limitada à faixa entre as latitudes 20,6 graus ao sul e 20,6 graus ao norte. Essa faixa abrange partes da África, Ásia, Austrália, América Central e América do Sul. A agência e a Força Espacial dos Estados Unidos continuam monitorando o equipamento. Até a publicação desta reportagem, a Nasa não havia confirmado a reentrada. Qual era a missão do telescópio da Nasa? Lançado em 2004, o Swift foi desenvolvido para estudar as explosões de raios gama, consideradas alguns dos fenômenos mais poderosos do universo. O observatório foi projetado para operar inicialmente durante dois anos, mas permaneceu em atividade científica por mais de duas décadas. Equipado com três telescópios, o satélite foi criado para observar diferentes faixas de luz e identificar rapidamente fenômenos cósmicos de curta duração. O equipamento também enviava alertas a outros observatórios para coordenar novas observações. Ao longo da missão, o Swift contribuiu para pesquisas sobre diferentes objetos e eventos astronômicos, incluindo galáxias ativas alimentadas por buracos negros supermassivos, explosões de estrelas, supernovas e até cometas e asteroides do Sistema Solar. A Nasa tentou prolongar a vida útil do satélite por meio de uma operação inédita de resgate, mas a missão não conseguiu cumprir o objetivo. Em agosto, a agência anunciou que a espaçonave robótica Link, desenvolvida pela empresa Katalyst Space, não conseguiria capturar o observatório Swift e elevá-lo a uma órbita mais alta devido a problemas no sistema de controle de orientação do veículo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/satelite-da-nasa-deve-cair-na-terra-hoje-existe-risco
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