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Revés republicano foi combinação de desgastes, diz professor

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump perdeu a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes

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Por Roberta Russo, Renato Machado e André de Sena
Vitor de Pieri, professor de geopolítica do Instituto de Geografia da UERJ | Reprodução

Vitor de Pieri, professor de geopolítica do Instituto de Geografia da UERJ | Reprodução

Em um revés para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Partido Republicano foi superado pelo Democrata nas eleições de meio de mandato, perdendo a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes. O professor de geopolítica do Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Vitor de Pieri atribui essa derrota a uma "combinação de desgastes".

"Alguns eleitores estão preocupados principalmente com as contas do mês e outros com direitos, com liberdades e as consequências humanas das decisões políticas", disse Pieri ao programa Radar News, do SBT News.

Entre os fatores que influenciaram no resultado das midterms, o professor inclui os efeitos sob os custos de vida dos norte-americanos causados pela guerra tarifária imposta por Trump contra seus parceiros comerciais ao redor do mundo, os conflitos armados na Ucrânia, no Irã e na Faixa de Gaza, além das ações do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, contra estrangeiros que vivem no país.

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"A dureza das ações contra imigrantes e a continuidade da catástrofe humanitária em Gaza ampliaram os questionamentos sobre os rumos da administração e a atuação internacional dos Estados Unidos", explica.

Na visão de Pieri, a derrota republicana "não significa que todos os eleitores democratas compartilhem da mesma visão, mas que diferentes razões podem ter levado a uma decisão comum de limitar o poder do Trump".

O professor pondera, entretanto, que essa alteração na configuração do Congresso não significa uma mudança imediata de todas as políticas nos Estados Unidos.

"Será necessário observar quais propostas reúnem apoio, quais negociações são possíveis e até onde vai a disposição dos próprios democratas de confrontar o governo", afirma. "Também existem diferenças dentro da oposição, por exemplo, sobre Israel, sobre a questão da imigração, sobre a questão da segurança nacional", completa.

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