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Pesquisador da USP é morto a tiros na Dutra, no Rio

Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, viajava com amigos para comemorar a conclusão do mestrado quando foi baleado em Nova Iguaçu; polícia investiga o caso

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Por Camilly Rosaboni
Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, foi morto a tiros durante viagem para o Rio de Janeiro | Reprodução/redes sociais

Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, foi morto a tiros durante viagem para o Rio de Janeiro | Reprodução/redes sociais

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga a morte do professor Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, na madrugada do último sábado (31), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

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A polícia apura se o crime ocorreu após uma discussão de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, no sentido Rio de Janeiro, na altura do bairro de Austin. A família, porém, contesta essa versão. Segundo os parentes, criminosos que tentavam roubar um caminhão atiraram contra o carro em que Daniel estava, enquanto ele dormia no banco do passageiro. Os outros dois amigos que estavam no veículo sobreviveram.

Daniel morava em São Paulo e viajava para o Rio de Janeiro com dois amigos para passar o feriado. De acordo com a família, a viagem também tinha como objetivo comemorar a conquista do mestrado em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP), cuja dissertação foi defendida em 19 de outubro.

A Polícia Militar foi acionada após Daniel dar entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Segundo a corporação, ele recebeu atendimento, mas não resistiu. Em nota, o hospital disse que Daniel chegou morto à unidade, mesma tese defendida pela família.

A Prefeitura de Nova Iguaçu informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do município.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Daniel publicaram mensagens pedindo justiça e esclarecimentos sobre o caso. Os parentes questionam a condução do atendimento e afirmam que não houve perícia no local do crime. Também relatam demora no atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A família afirma ainda que o IML não aceitou o passaporte de Daniel como documento de identificação e exigiu o pagamento de R$ 700 para a liberação do corpo, que seria transportado do Rio de Janeiro para o Cemitério da Saudade, em São Paulo.

Reprodução/redes sociais
Reprodução/redes sociais

A família descreve Daniel como uma pessoa muito querida por parentes, amigos e alunos. Ele dava aulas de Matemática em escolas de educação infantil. Segundo os familiares, mais de 300 pessoas compareceram ao velório e ao enterro, realizados na última segunda-feira (2), Dia de Finados.

Daniel e seus alunos | Reprodução/redes sociais
Daniel e seus alunos | Reprodução/redes sociais

*Sob supervisão

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