Petro diz não reconhecer vitória de Espriella na Colômbia
Atual presidente alegou que houve votação irregular em mesas eleitoras e convocou manifestações
Camila Stucaluc
07/07/2026, 06:02 • Atualizado em 07/07/2026, 06:02
compartilhar
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro | Reprodução
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na segunda-feira (6) não reconhecer a legitimidade davitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais. Ele alegou que o pleito foi marcado por fraude e convocou manifestações para 20 de julho, quando é comemorada a Independência do país.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A declaração foi feita em publicação nas redes sociais. Petro não apresentou provas, mas disse possuir informações sobre uma suposta manipulação do sistema de apuração de votos por meio de algoritmos, que, segundo ele, favoreceram Espriella. O presidente alegou ainda que houve votação irregular em mesas eleitorais no exterior e em diferentes regiões da Colômbia.
“As seções eleitorais no exterior têm jurados da Colômbia que não são residentes dos Estados Unidos e da Espanha, o que é ilegal, e de eleitores convocados para a Copa do Mundo que puderam votar sete vezes nas urnas com os nomes daqueles que nunca votaram. O mesmo aconteceu em várias regiões de Antioquia e Medellín, no Norte de Santander e em seções eleitorais no norte de Bogotá”, disse.
Petro atribuiu o fornecimento de algoritmos manipulados à uma empresa israelense de inteligência privada. Tal companhia seria uma “empresa de lobby à qual pagaram milhões de dólares para limpar a imagem bastante suja de Espriella”, e a “responsável por convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a apoiar Espriella” no pleito presidencial.
“O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do governo que está entrando. Abelardo não venceu as eleições”, afirmou Petro. “O presidente da Colômbia, segundo decisão dos colombianos, é o filósofo Iván Cepeda. As maiorias nacionais são convocadas neste 20 de julho para clamar pela independência nacional em todas as praças públicas”, acrescentou.
Eleições
Espriella foi eleito com 49,70% dos votos. O direitista ficou à frente do candidato governista Iván Cepeda, que representa a esquerda colombiana, por cerca de 250 mil votos. Ele já aparecia à frente de Cepeda no primeiro turno das eleições, quando somou 43,8% dos votos.
A vitória marca uma mudança de rumo na política colombiana após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Espriella assume o cargo no dia 7 de agosto com a promessa de endurecer o combate ao narcotráfico, ampliar a segurança pública e rever políticas implementadas pela atual administração.
A eleição também altera o equilíbrio ideológico na América do Sul. Com a saída de Petro, a Colômbia volta a integrar o grupo de governos alinhados à direita na região, ao lado de nomes como Javier Milei, na Argentina, Daniel Noboa, no Equador, e José Antonio Kast, no Chile.
Petro diz não reconhecer vitória de Espriella na ColômbiaAtual presidente alegou que houve votação irregular em mesas eleitoras e convocou manifestaçõesMundo2026-07-07T06:02:00.000ZO presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na segunda-feira (6) não reconhecer a legitimidade da . Ele alegou que o pleito foi marcado por fraude e convocou manifestações para 20 de julho, quando é comemorada a Independência do país. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais. Petro não apresentou provas, mas disse possuir informações sobre uma suposta manipulação do sistema de apuração de votos por meio de algoritmos, que, segundo ele, favoreceram Espriella. O presidente alegou ainda que houve votação irregular em mesas eleitorais no exterior e em diferentes regiões da Colômbia. “As seções eleitorais no exterior têm jurados da Colômbia que não são residentes dos Estados Unidos e da Espanha, o que é ilegal, e de eleitores convocados para a Copa do Mundo que puderam votar sete vezes nas urnas com os nomes daqueles que nunca votaram. O mesmo aconteceu em várias regiões de Antioquia e Medellín, no Norte de Santander e em seções eleitorais no norte de Bogotá”, disse. Petro atribuiu o fornecimento de algoritmos manipulados à uma empresa israelense de inteligência privada. Tal companhia seria uma “empresa de lobby à qual pagaram milhões de dólares para limpar a imagem bastante suja de Espriella”, e a “responsável por convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a apoiar Espriella” no pleito presidencial. “O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do governo que está entrando. Abelardo não venceu as eleições”, afirmou Petro. “O presidente da Colômbia, segundo decisão dos colombianos, é o filósofo Iván Cepeda. As maiorias nacionais são convocadas neste 20 de julho para clamar pela independência nacional em todas as praças públicas”, acrescentou. Eleições . O direitista ficou à frente do candidato governista Iván Cepeda, que representa a esquerda colombiana, por cerca de 250 mil votos. Ele já aparecia à frente de Cepeda no primeiro turno das eleições, quando somou 43,8% dos votos. A vitória marca uma mudança de rumo na política colombiana após o, primeiro presidente de esquerda da história do país. Espriella assume o cargo no dia 7 de agosto com a promessa de endurecer o combate ao narcotráfico, ampliar a segurança pública e rever políticas implementadas pela atual administração. A eleição também altera o equilíbrio ideológico na América do Sul. Com a saída de Petro, a Colômbia volta a integrar o grupo de governos alinhados à direita na região, ao lado de nomes como Javier Milei, na Argentina, Daniel Noboa, no Equador, e José Antonio Kast, no Chile.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/petro-diz-nao-reconhecer-vitoria-de-espriella-na-colombia