Iván Cepeda reconhece vitória de Espriella na Colômbia
Candidato governista aceita resultado da eleição presidencial "como um ato de responsabilidade democrática”, mas anunciou oposição ao novo governo


Iván Cepeda reconhece vitória nas eleições presidenciais na Colômbia | Reprodução/Youtube
O candidato governista Iván Cepeda reconheceu nesta quarta-feira (24) a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia, encerrando as disputas em torno da apuração do segundo turno realizado no último domingo (21).
“Decidi aceitar o resultado que emerge desse processo de apuração e que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República”, declarou o ex-candidato do Pacto Histórico, coalizão de esquerda que atualmente governa o país. “Faço isso como um ato de responsabilidade democrática”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a derrota, Cepeda informou que fará oposição ao novo governo. Pela legislação colombiana, o segundo colocado na eleição presidencial tem direito a uma cadeira no Senado, cargo que ele afirmou que irá assumir.
O político também disse que pretende exercer uma oposição “democrática, vigilante e construtiva”, mas afirmou que poderá recorrer à “resistência e à desobediência civil pacífica” caso considere necessário.
Além disso, Cepeda voltou a questionar a campanha do presidente eleito e denunciou o que classificou como interferência externa no processo político colombiano.
Segundo ele, houve “aberta e indevida ingerência estrangeira nos assuntos internos da Colômbia”, citando especificamente declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mudança de rumo político
A vitória de De la Espriella representa uma mudança significativa na política colombiana após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Advogado e figura conhecida no campo conservador, o presidente eleito assumirá o comando do país com promessas de endurecer o combate ao narcotráfico, reforçar a segurança pública e revisar políticas implementadas pela atual administração.
De la Espriella já havia liderado a votação no primeiro turno e confirmou o favoritismo na etapa decisiva da disputa. Com mais de 12 milhões de votos, obteve 49,66% dos votos válidos e garantiu sua chegada ao Palácio de Nariño, sede da Presidência da Colômbia.
Impacto regional
O resultado também altera o equilíbrio político na América do Sul. Com a saída de Petro do poder, a Colômbia passa a integrar o grupo de governos de direita na região, ao lado dos presidentes Javier Milei, na Argentina, Daniel Noboa, no Equador, e José Antonio Kast, no Chile.















