Greve: sem acordo, rodoviários fazem nova assembleia no RJ
Categoria rejeitou reajuste de 4,5% oferecido pelo Rio Ônibus; exigência é de 17%


Rodoviários pedem reajuste salarial e melhores condições de trabalho | Agência Brasil
Rodoviários do Rio de Janeiro participam, nesta terça-feira (7), de uma nova assembleia para debater a greve. A paralisação foi suspensa temporariamente para audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que terminou sem acordo entre a categoria e o Rio Ônibus.
A sessão aconteceu na tarde de segunda-feira (6). Nela, o Rio Ônibus ofereceu 4,5% de reajuste salarial, ou seja, 0,11% a mais em relação à proposta anterior de 4,39%. O percentual foi rejeitado pela categoria, que pede 17% de aumento, sendo classificado como “um descaso”.
“Uma proposta dessas, de 0,11%, depois de gente suspender a greve e atender a um apelo do tribunal, não parece de boa fé. Nem temos condições de apresentar essa proposta, no mínimo humilhante, oferecida pelo Rio Ônibus para os trabalhadores, que irão decidir o rumo que será tomado. Continuamos em estado de greve”, disse o presidente do sindicato, Sebastião José.
Segundo ele, além da assembleia de hoje, uma nova audiência foi marcada entre a categoria e o Rio Ônibus no TRT na quarta-feira (8).
Os motoristas de ônibus municipais e BRT do Rio de Janeiro entraram em greve à 0h da última segunda-feira (29). A paralisação, inicialmente decidida por tempo indeterminado, foi anunciada após a categoria rejeitar a proposta do Rio Ônibus sobre as reivindicações feitas pelo grupo.
O sindicato cobra reajuste salarial, aumento do vale alimentação e plano de saúde. Também exige mudanças nas condições de trabalho, como o fim da jornada 6x1 – composta por seis dias de trabalho e um de descanso – e a implementação da escala 5x2 – cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Veja a lista completa de reivindicações:
- Veja a lista completa de reivindicações:
- Piso salarial de R$ 4 mil para motoristas;
- Salário de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados;
- Reajuste de 17% para todos os trabalhadores;
- Vale-alimentação de R$ 1 mil;
- Plano de saúde e odontológico;
- Fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com contratação pelo regime CLT.














