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Novo ataque dos EUA contra suposto barco de traficantes deixa quatro mortos

Esta já é a 14ª ofensiva deste tipo realizada pelo governo Trump desde o início de setembro; ao todo, ações deixaram mais de 60 vítimas fatais

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Sofia Pilagallo
30/10/2025, 01:52 • Atualizado em 30/10/2025, 01:52
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Décimo quarto ataque dos EUA contra barco supostamente ligado ao narcotráfico | Foto: Reprodução/X/@SecWar - 29.10.2025

Décimo quarto ataque dos EUA contra barco supostamente ligado ao narcotráfico | Foto: Reprodução/X/@SecWar - 29.10.2025

Um novo ataque aéreo militar dos Estados Unidos contra um barco supostamente ligado ao narcotráfico no Pacífico Oriental deixou quatro mortos nesta quarta-feira (29). Este já é o 14º ataque deste tipo realizado pelos EUA desde o início de setembro. Ao todo, as ofensivas deixaram mais de 60 vítimas fatais.

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"Hoje, sob ordens do Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump, o Departamento de Guerra realizou um ataque letal contra mais uma embarcação de narcotráfico operada por uma Organização Terrorista Designada (OTD) no Pacífico Oriental", afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em publicação no X (antigo Twitter).

"Esta embarcação, assim como todas as outras, era conhecida por nossa inteligência por estar envolvida no contrabando de narcóticos, transitava por uma rota de narcotráfico conhecida e transportava drogas", acrescentou.

Segundo a rede de notícias ABC News, o anúncio de Hegseth sobre o ataque mais recente ocorre no mesmo dia em que o governo Trump reuniu "mais de uma dúzia" de senadores sobre a campanha militar na costa da Venezuela, mas convidou apenas republicanos. O senador democrata Mark Warner, da Virgínia, classificou a medida como "indefensável e perigosa".

Excluir parlamentares em razão de partido político configura desvio de protocolo. Os legisladores precisam estar a par dos detalhes de operações militares e de inteligência para desempenhar sua função supervisionar a política do Pentágono e seu orçamento.

"Decisões sobre o uso da força militar americana não são sessões de estratégia de campanha e não são propriedade privada de um único partido político", disse Warner em comunicado. "Qualquer governo que as trate dessa forma mina nossa segurança nacional e afronta a obrigação constitucional do Congresso de supervisionar assuntos de guerra e paz."

Até o momento, os EUA não realizaram nenhuma operação terrestre na Venezuela, mas Trump já sinalizou que ações nesse sentido devem ocorrer num futuro próximo. Na semana passada, dias depois de autorizar a CIA a conduzir "ações secretas" no país, ele afirmou, em entrevista coletiva, que haverá "operações terrestres" norte-americanas contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve".

A escalada do reforço militar na costa venezuelana é expressivo e preocupa a comunidade internacional. Em agosto, os EUA enviaram navios de guerra, um submarino e barcos com efetivos das forças especiais para águas internacionais no Caribe. Atualmente, há 10 mil soldados americanos na região, a maioria em bases em Porto Rico, além de fuzileiros navais.

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