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Brasil diverge de menção à Venezuela, e grupo com Argentina publica nota paralela após cúpula do Mercosul

O comunicado final da cúpula do Mercosul, divulgada neste sábado em Foz do Iguaçu, não faz qualquer menção à Venezuela por divergências entre os países

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Murilo Fagundes
20/12/2025, 22:59 • Atualizado em 20/12/2025, 23:22
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Ricardo Stuckert/PR

Ricardo Stuckert/PR

Brasil, Chile, Uruguai e Colômbia se posicionaram contra um tópico na declaração oficial da Cúpula do Mercosul que tratasse apenas de críticas ao regime venezuelano sem incluir a condenação à ameaça de uso da força por parte dos Estados Unidos.

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A divergência impediu o consenso entre os países e levou à decisão de manter a declaração final do encontro que ocorreu em Foz do Iguaçu (PR) restrita a temas econômicos, comerciais e de integração regional, deixando de fora a crise política venezuelana.

O documento aprovado pelos chefes de Estado do Mercosul tratou de acordos comerciais, integração produtiva, agenda externa do bloco e negociações internacionais, sem qualquer referência à situação interna da Venezuela.

Como reação, um grupo de seis países, liderado pela Argentina e formado por Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru, decidiu redigir e divulgar um comunicado paralelo.

A nota alternativa cobra o restabelecimento da ordem democrática e o respeito aos direitos humanos na Venezuela, com foco exclusivo na crítica ao governo venezuelano.

O episódio expôs um novo racha político dentro e no entorno do Mercosul e evidenciou as dificuldades do bloco em construir posições unificadas sobre temas sensíveis da agenda internacional.

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