Sem citar a Venezuela, Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre contra cartéis 'muito em breve'
Declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre os países; desde setembro, ataques norte-americanos em águas caribenhas deixaram ao menos 37 mortos
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SBT News, Sofia Pilagallo
23/10/2025, 22:31 • Atualizado em 24/10/2025, 02:52
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que haverá "operações terrestres" americanas contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve", sem citar a Venezuela. A declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países. Desde o início de setembro, os EUA realizaram uma série de ataques em águas caribenhas que já deixaram ao menos 37 mortos.
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Embora Trump não tenha citado a Venezuela, o governo dos EUA autorizou, na última quarta-feira (15), a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) a conduzir ações secretas no país latino-americano. A CIA há muito tempo tem autoridade para trabalhar com governos da América Latina em questões de segurança, mas não tinha permissão para realizar operações letais diretas.
Em conversa com a imprensa na Casa Branca, nesta quinta-feira, Trump afirmou que os EUA estão "muito insatisfeitos" com a Venezuela por "múltiplas razões". O governo dos EUA comunicou ao Legislativo que o país está "em estado de conflito armado" com grupos narcotraficantes da América Latina, classificando as organizações de terroristas.
O direito internacional só permite ataques contra combatentes inimigos em situações de guerra declarada, o que não é o caso. Nesse contexto, a Casa Branca busca fortalecer, frente ao Congresso, seus argumentos jurídicos a respeito da legalidade dos ataques. Ao mesmo tempo, rejeita a necessidade de declarar uma guerra.
"Não precisamos fazer uma declaração de guerra", disse Trump nesta quinta. "Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim."
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, que também participou da conversa com a imprensa na Casa Branca, justificou os ataques do governo dos EUA em águas caribenhas, comparando as supostas facções narcotraficantes às organizações terroristas Al Qaeda e ao Estado Islâmico.
Após o atentado que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, o Congresso dos EUA aumentou os poderes do presidente para permitir que mirasse organizações terroristas que considerasse responsáveis pelo ataque.
A escalada do reforço militar na costa venezuelana é expressivo. Atualmente, há 10 mil soldados americanos na região, a maioria em bases em Porto Rico, além de fuzileiros navais. Em agosto, os EUA enviaram navios de guerra, um submarino e barcos com efetivos das forças especiais para águas internacionais no Caribe.
Sem citar a Venezuela, Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre contra cartéis 'muito em breve'Declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre os países; desde setembro, ataques norte-americanos em águas caribenhas deixaram ao menos 37 mortosMundo2025-10-23T22:31:55.965ZO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que haverá "operações terrestres" americanas contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve", sem citar a Venezuela. A declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países. Desde o início de setembro, os EUA realizaram uma série de que já deixaram ao menos 37 mortos. Embora Trump não tenha citado a Venezuela, o governo dos EUA autorizou, na última quarta-feira (15), a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) a . A CIA há muito tempo tem autoridade para trabalhar com governos da América Latina em questões de segurança, mas não tinha permissão para realizar operações letais diretas. Em conversa com a imprensa na Casa Branca, nesta quinta-feira, Trump afirmou que os EUA estão "muito insatisfeitos" com a Venezuela por "múltiplas razões". O governo dos EUA comunicou ao Legislativo que o país está "em estado de conflito armado" com grupos narcotraficantes da América Latina, classificando as organizações de terroristas. O direito internacional só permite ataques contra combatentes inimigos em situações de guerra declarada, o que não é o caso. Nesse contexto, a Casa Branca busca fortalecer, frente ao Congresso, seus argumentos jurídicos a respeito da legalidade dos ataques. Ao mesmo tempo, rejeita a necessidade de declarar uma guerra. "Não precisamos fazer uma declaração de guerra", disse Trump nesta quinta. "Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim." O secretário de Defesa, Pete Hegseth, que também participou da conversa com a imprensa na Casa Branca, justificou os ataques do governo dos EUA em águas caribenhas, comparando as supostas facções narcotraficantes às organizações terroristas Al Qaeda e ao Estado Islâmico. Após o atentado que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, o Congresso dos EUA aumentou os poderes do presidente para permitir que mirasse organizações terroristas que considerasse responsáveis pelo ataque. A escalada do reforço militar na costa venezuelana é expressivo. Atualmente, há 10 mil soldados americanos na região, a maioria em bases em Porto Rico, além de fuzileiros navais. Em agosto, os EUA enviaram navios de guerra, um submarino e barcos com efetivos das forças especiais para águas internacionais no Caribe.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/sem-citar-a-venezuela-trump-diz-que-eua-vao-realizar-acao-terrestre-contra-carteis-muito-em-breve
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