Anthropic diz que Claude acessou sistemas de 3 empresas
Anthropic encontrou três acessos não autorizados durante testes, após uma falha permitir que o Claude alcançasse sistemas reais pela internet
SBT News, com informações da Reuters
Claude: IA acessou sistema de três empresas durante testes | Foto: Reprodução
A Anthropic, criadora do modelo de inteligência artificial (IA) Claude, informou nesta quinta-feira (30) que identificou três casos em que o a IA acessou, sem autorização, os sistemas de empresas durante testes de segurança digital.
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Segundo a Anthropic, os incidentes aconteceram porque uma configuração incorreta permitiu que os modelos acessassem a internet a partir de ambientes que deveriam estar isolados. A empresa afirmou que os testes eram realizados em parceria com a organização Irregular.
A Anthropic revisou 141.006 execuções de avaliações de segurança e encontrou três casos em que o Claude saiu do ambiente previsto para o exercício e alcançou a infraestrutura de produção de três organizações diferentes.
Os testes usavam desafios conhecidos como capture the flag. Nesse tipo de avaliação, o modelo recebe a missão de encontrar uma informação escondida em um sistema fictício.
Como o Claude acreditava estar em uma simulação, tratou os sistemas reais encontrados na internet como parte do exercício.
Modelo usou senhas fracas e terminais sem autenticação
De acordo com a Anthropic, o Claude conseguiu acessar as infraestruturas usando técnicas básicas, como a exploração de senhas fracas e de terminais sem autenticação.
A empresa afirmou que os modelos não exploraram falhas complexas. Em um dos casos, porém, o Claude obteve credenciais e acessou um banco de dados com centenas de registros de produção.
Em outro episódio, o modelo criou e publicou um pacote malicioso na plataforma PyPI, usada para distribuir programas em Python. O arquivo ficou disponível na internet por cerca de uma hora e foi baixado e executado por 15 sistemas reais.
Um desses sistemas pertencia ao scanner de uma empresa de segurança. A ferramenta instalou o pacote para verificar se havia código malicioso, o que permitiu ao Claude obter credenciais da organização e acessar outras estruturas.
No terceiro caso, um modelo analisou cerca de 9 mil alvos na internet e comprometeu uma aplicação exposta. A invasão envolveu técnicas como a obtenção de credenciais em uma página de depuração e a exploração de uma falha de injeção de SQL.
Anthropic interrompeu avaliações
A empresa informou que interrompeu todos os testes de cibersegurança em 23 de julho, depois de identificar transcrições que indicavam possível acesso à internet.
Os três incidentes foram identificados no dia seguinte. A Anthropic comunicou o caso à organização parceira e às três empresas afetadas em 27 de julho.
Segundo a companhia, duas das organizações não haviam detectado a atividade nem procurado a Anthropic. A empresa afirmou que trabalha com elas para corrigir os problemas.
A Anthropic também disse que os ambientes de avaliação eram separados de seus sistemas internos e não tinham acesso a dados confidenciais da empresa ou de seus clientes.
Os incidentes envolveram três modelos diferentes: Claude Opus 4.7, Claude Mythos 5 e um modelo interno usado em pesquisas. Os casos mais antigos ocorreram em abril.
A empresa classificou os episódios como falhas de configuração e operação do ambiente de testes. Também afirmou que os modelos não tentaram escapar deliberadamente dos sistemas de avaliação.
Anthropic diz que Claude acessou sistemas de 3 empresasAnthropic encontrou três acessos não autorizados durante testes, após uma falha permitir que o Claude alcançasse sistemas reais pela internetMundo2026-07-31T01:47:35.741ZA Anthropic, criadora do modelo de inteligência artificial (IA) Claude, informou nesta quinta-feira (30) que identificou três casos em que o a IA acessou, sem autorização, os sistemas de empresas durante testes de segurança digital. A revelação ocorreu poucos dias depois de a haviam atingido sistemas da Hugging Face. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo a Anthropic, os incidentes aconteceram porque uma configuração incorreta permitiu que os modelos acessassem a internet a partir de ambientes que deveriam estar isolados. A empresa afirmou que os testes eram realizados em parceria com a organização Irregular. + A Anthropic revisou 141.006 execuções de avaliações de segurança e encontrou três casos em que o Claude saiu do ambiente previsto para o exercício e alcançou a infraestrutura de produção de três organizações diferentes. Os testes usavam desafios conhecidos como capture the flag. Nesse tipo de avaliação, o modelo recebe a missão de encontrar uma informação escondida em um sistema fictício. Como o Claude acreditava estar em uma simulação, tratou os sistemas reais encontrados na internet como parte do exercício. Modelo usou senhas fracas e terminais sem autenticação De acordo com a Anthropic, o Claude conseguiu acessar as infraestruturas usando técnicas básicas, como a exploração de senhas fracas e de terminais sem autenticação. A empresa afirmou que os modelos não exploraram falhas complexas. Em um dos casos, porém, o Claude obteve credenciais e acessou um banco de dados com centenas de registros de produção. Em outro episódio, o modelo criou e publicou um pacote malicioso na plataforma PyPI, usada para distribuir programas em Python. O arquivo ficou disponível na internet por cerca de uma hora e foi baixado e executado por 15 sistemas reais. Um desses sistemas pertencia ao scanner de uma empresa de segurança. A ferramenta instalou o pacote para verificar se havia código malicioso, o que permitiu ao Claude obter credenciais da organização e acessar outras estruturas. No terceiro caso, um modelo analisou cerca de 9 mil alvos na internet e comprometeu uma aplicação exposta. A invasão envolveu técnicas como a obtenção de credenciais em uma página de depuração e a exploração de uma falha de injeção de SQL. Anthropic interrompeu avaliações A empresa informou que interrompeu todos os testes de cibersegurança em 23 de julho, depois de identificar transcrições que indicavam possível acesso à internet. Os três incidentes foram identificados no dia seguinte. A Anthropic comunicou o caso à organização parceira e às três empresas afetadas em 27 de julho. Segundo a companhia, duas das organizações não haviam detectado a atividade nem procurado a Anthropic. A empresa afirmou que trabalha com elas para corrigir os problemas. A Anthropic também disse que os ambientes de avaliação eram separados de seus sistemas internos e não tinham acesso a dados confidenciais da empresa ou de seus clientes. Os incidentes envolveram três modelos diferentes: Claude Opus 4.7, Claude Mythos 5 e um modelo interno usado em pesquisas. Os casos mais antigos ocorreram em abril. A empresa classificou os episódios como falhas de configuração e operação do ambiente de testes. Também afirmou que os modelos não tentaram escapar deliberadamente dos sistemas de avaliação. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/anthropic-diz-que-claude-acessou-sistemas-de-3-empresas
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