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Netanyahu defende atuação de Israel no sul do Líbano

Premiê afirmou que tropas têm 'total liberdade de ação' para enfrentar ameaças mesmo em meio a cessar-fogo

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Camila Stucaluc
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Flickr

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a defender a atuação do Exército no sul do Líbano, mesmo em meio ao cessar-fogo. Em declaração na segunda-feira (22), o premiê afirmou que as tropas têm "total liberdade de ação" para enfrentar qualquer ameaça na região.

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“Permaneceremos na zona de segurança no sul do Líbano pelo tempo necessário para proteger os moradores do norte e todos os cidadãos do estado. Nossos soldados têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta ou potencial. O Exército israelense não tem restrições nesse assunto”, disse Netanyahu.

A fala ocorreu após reunião com o ministro da Defesa e o chefe das Forças Armadas de Israel. As autoridades se reuniram dias após Estados Unidos e Irã assinarem um memorando de entendimento para acabar com a guerra no Oriente Médio. O acordo inclui o Líbano, onde Israel atua contra o grupo Hezbollah.

Israel e Hezbollah voltaram a trocar hostilidades no início de março, encerrando o cessar-fogo firmado em novembro de 2024. Os ataques começaram após o grupo, apoiado pelo Irã, lançar drones contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos em Teerã, em 28 de fevereiro.

A ofensiva israelenses mirou todo o Líbano, incluindo a capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, os militares avançaram por terra, visando expandir a chamada 'zona de segurança' no sul do país. A ofensiva já deixou mais de 4,1 mil mortos e 12,1 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde local.

A atual tensão entre Israel e Hezbollah ameaça o período de trégua. No domingo (21), o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou retomar a guerra caso o Irã não impeça o Hezbollah de “causar problemas” no Líbano. Ao mesmo tempo, Teerã informou o fechamento do Estreito de Ormuz em retaliação às violações recentes de Israel em Beirute.

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