Mamdani anuncia plano contra o antissemitismo em Nova York
Medidas incluem reforço na segurança de sinagogas e ensino de história judaica nas escolas; anúncio ocorre após críticas de Netanyahu
Sofia Pilagallo
Prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ao lado da governadora de Nova York, Kathy Hochul | Foto: Heather Khalifa/Reuters - 01.09.2026
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, apresentou nesta terça-feira (29) um plano para combater o antissemitismo e os crimes de ódio contra judeus na cidade. O anúncio ocorre dias depois de o prefeito ter sido alvo de críticas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que o acusou de antissemita durante a Assembleia Geral da ONU.
A estratégia inclui o aumento do financiamento da segurança das sinagogas e uma maior integração da história judaica ao ensino público. A prefeitura também ampliará os recursos destinados a organizações comunitárias que atuam na prevenção de crimes de ódio e no apoio às vítimas, além de promover campanhas de conscientização e trabalhar com as escolas públicas no enfrentamento da discriminação.
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Segundo Mamdani, a iniciativa busca "enfrentar o flagelo do antissemitismo agora e no futuro". O prefeito destacou que os judeus representam apenas 12% da população de Nova York, mas são vítimas de cerca de metade dos crimes de ódio registrados na cidade, e prometeu "construir uma cidade onde os judeus nova-iorquinos não estejam apenas seguros, mas também sejam celebrados".
Mamdani é um defensor declarado dos direitos civis palestinos e acusa o governo israelense de cometer genocídio em Gaza. Em um vídeo publicado em julho, o prefeito chamou Netanyahu de "criminoso de guerra" e afirmou que o primeiro-ministro não era bem-vindo em Nova York.
Netanyahu é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em novembro de 2024, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em Gaza. A ordem ainda não foi cumprida, e o primeiro-ministro esteve em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU sem ser preso. Os Estados Unidos e Israel não são membros do tribunal.
O rabino Rick Jacobs, presidente da União para o Judaísmo Reformista, elogiou o plano de Mamdani, mas pediu ao prefeito que moderasse o tom de suas declarações sobre Israel. Para ele, o político "deve se comprometer a parar com sua retórica anti-Israel agressiva, que torna os judeus nova-iorquinos vulneráveis".
Já Ofir Akunis, cônsul-geral de Israel em Nova York, afirmou nesta terça-feira que a posição de Mamdani em relação a Israel colocou em risco os judeus da cidade. Segundo ele, a linguagem usada contra o país — que, em sua avaliação, o prefeito e seus aliados não reconhecem como a pátria do povo judeu — "é a razão fundamental para o aumento do antissemitismo na cidade de Nova York".
Mamdani anuncia plano contra o antissemitismo em Nova YorkMedidas incluem reforço na segurança de sinagogas e ensino de história judaica nas escolas; anúncio ocorre após críticas de NetanyahuMundo2026-09-30T01:36:59.713ZO prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, apresentou nesta terça-feira (29) um plano para combater o antissemitismo e os crimes de ódio contra judeus na cidade. O anúncio ocorre dias depois de o , que o acusou de antissemita durante a Assembleia Geral da ONU. A estratégia inclui o aumento do financiamento da segurança das sinagogas e uma maior integração da história judaica ao ensino público. A prefeitura também ampliará os recursos destinados a organizações comunitárias que atuam na prevenção de crimes de ódio e no apoio às vítimas, além de promover campanhas de conscientização e trabalhar com as escolas públicas no enfrentamento da discriminação. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo Mamdani, a iniciativa busca "enfrentar o flagelo do antissemitismo agora e no futuro". O prefeito destacou que os judeus representam apenas 12% da população de Nova York, mas são vítimas de cerca de metade dos crimes de ódio registrados na cidade, e prometeu "construir uma cidade onde os judeus nova-iorquinos não estejam apenas seguros, mas também sejam celebrados". Mamdani é um defensor declarado dos direitos civis palestinos e acusa o governo israelense de cometer genocídio em Gaza. Em um vídeo publicado em julho, o prefeito chamou Netanyahu de "criminoso de guerra" e afirmou que o primeiro-ministro não era bem-vindo em Nova York. Netanyahu é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em novembro de 2024, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em Gaza. A ordem ainda não foi cumprida, e o primeiro-ministro esteve em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU sem ser preso. Os Estados Unidos e Israel não são membros do tribunal. O rabino Rick Jacobs, presidente da União para o Judaísmo Reformista, elogiou o plano de Mamdani, mas pediu ao prefeito que moderasse o tom de suas declarações sobre Israel. Para ele, o político "deve se comprometer a parar com sua retórica anti-Israel agressiva, que torna os judeus nova-iorquinos vulneráveis". Já Ofir Akunis, cônsul-geral de Israel em Nova York, afirmou nesta terça-feira que a posição de Mamdani em relação a Israel colocou em risco os judeus da cidade. Segundo ele, a linguagem usada contra o país — que, em sua avaliação, o prefeito e seus aliados não reconhecem como a pátria do povo judeu — "é a razão fundamental para o aumento do antissemitismo na cidade de Nova York".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/mamdani-anuncia-plano-contra-o-antissemitismo-em-nova-york
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