Israel e Líbano fazem acordo preliminar para fim do conflito
Consenso foi mediado pelos EUA; autoridades dizem que entendimento é o primeiro passo para uma paz duradoura no Oriente Médio
Caroline Vale, com informações da Reuters
26/06/2026, 19:47 • Atualizado em 26/06/2026, 19:47
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Israel e Líbano assinam acordo-quadro de paz após negociações mediadas pelos EUA. | Reprodução/Reuters
Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo-quadro para encerrar as hostilidades com os militantes do Hezbollah. Um dos objetivos é abrir caminho para negociações de longo prazo voltadas à segurança e à estabilidade no Oriente Médio.
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Um acordo-quadro é um contrato preliminar que estabelece regras, diretrizes e condições gerais sobre uma cooperação.
A embaixadora libanesa Nada Moawad e seu homólogo israelense Yechiel Leiter assinaram o documento trilateral com os EUA no Departamento de Estado, em Washington, nos Estados Unidos. As autoridades não divulgaram detalhes do acordo, nem explicaram de que forma seus termos diferem dos previstos no cessar-fogo firmado anteriormente.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez o anúncio após as reuniões. Segundo Rubio, o entendimento firmado entre os governos de Israel e do Líbano, com mediação norte-americana, representa o início de um processo de pacificação.
“Estamos felizes de anunciar um acordo entre o governo do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e apoio dos Estados Unidos, que começa a colocar um acordo de cooperação para uma paz e segurança duradoura”, declarou.
Rubio afirmou ainda que o povo libanês sofreu por décadas devido a conflitos e interferências externas e destacou que o acordo busca restaurar condições para o desenvolvimento do país. Para o secretário de Estado, “hoje é o começo do começo”, embora ainda exista “muito trabalho à frente”.
A embaixadora do Líbano também celebrou a assinatura do acordo. Em declaração, afirmou que ele é "o primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial do Líbano, garantir uma cessação permanente e definitiva das hostilidades".
Ainda segundo Nada Hamadeh, o acordo deverá permitir “que os povos voltem para suas terras” e criar condições para que “todos os libaneses vivam em paz, segurança e prosperidade”.
“O mais importante é, antes de tudo, que a Israel fique na fronteira da segurança no sul de Líbano”, afirmou. Netanyahu também citou o papel do Irã e do grupo Hezbollah nas tensões da região, dizendo que “Israel, Líbano e Estados Unidos estão dizendo a eles: isso não é da sua conta. Vocês não têm papel algum no Líbano. Nem vocês, nem o Hezbollah, nem qualquer organização terrorista”.
Segundo ele, parte do território ocupado no sul do Líbano poderá ser transferida gradualmente para controle do Exército libanês por meio de zonas-piloto previstas no acordo. O premiê também afirmou que o acordo representa "um grande golpe para o Irã": "Nossa segurança vem em primeiro lugar", declarou.
O conflito entre Israel e o Hezbollah começou quando o grupo armado abriu fogo contra Israel em 2 de março, dias depois de os EUA e Israel atacarem o Irã. Os ataques do Hezbollah desencadearam ataques aéreos e terrestres israelenses que mataram mais de 4 mil pessoas no Líbano e deslocaram mais de um milhão.
Apesar do cessar-fogo firmado anteriormente, episódios de violência continuam sendo registrados na região.
Israel e Líbano fazem acordo preliminar para fim do conflitoConsenso foi mediado pelos EUA; autoridades dizem que entendimento é o primeiro passo para uma paz duradoura no Oriente MédioMundo2026-06-26T19:47:26.425ZIsrael e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo-quadro para encerrar as hostilidades com os militantes do Hezbollah. Um dos objetivos é abrir caminho para negociações de longo prazo voltadas à segurança e à estabilidade no Oriente Médio. Um acordo-quadro é um contrato preliminar que estabelece regras, diretrizes e condições gerais sobre uma cooperação. A embaixadora libanesa Nada Moawad e seu homólogo israelense Yechiel Leiter assinaram o documento trilateral com os EUA no Departamento de Estado, em Washington, nos Estados Unidos. As autoridades não divulgaram detalhes do acordo, nem explicaram de que forma seus termos diferem dos previstos no . O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez o anúncio após as reuniões. Segundo Rubio, o entendimento firmado entre os governos de Israel e do Líbano, com mediação norte-americana, representa o início de um processo de pacificação. “Estamos felizes de anunciar um acordo entre o governo do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e apoio dos Estados Unidos, que começa a colocar um acordo de cooperação para uma paz e segurança duradoura”, declarou. Rubio afirmou ainda que o povo libanês sofreu por décadas devido a conflitos e interferências externas e destacou que o acordo busca restaurar condições para o desenvolvimento do país. Para o secretário de Estado, “hoje é o começo do começo”, embora ainda exista “muito trabalho à frente”. A embaixadora do Líbano também celebrou a assinatura do acordo. Em declaração, afirmou que ele é "o primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial do Líbano, garantir uma cessação permanente e definitiva das hostilidades". Ainda segundo Nada Hamadeh, o acordo deverá permitir “que os povos voltem para suas terras” e criar condições para que “todos os libaneses vivam em paz, segurança e prosperidade”. Netanyahu se pronuncia Em pronunciamento, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que entregará parte do território ocupado no Líbano e classificou o entendimento como “um grande acerto para o Estado de Israel”. No entanto, ele disse que as . “O mais importante é, antes de tudo, que a Israel fique na fronteira da segurança no sul de Líbano”, afirmou. Netanyahu também citou o papel do Irã e do grupo Hezbollah nas tensões da região, dizendo que “Israel, Líbano e Estados Unidos estão dizendo a eles: isso não é da sua conta. Vocês não têm papel algum no Líbano. Nem vocês, nem o Hezbollah, nem qualquer organização terrorista”. Segundo ele, parte do território ocupado no sul do Líbano poderá ser transferida gradualmente para controle do Exército libanês por meio de zonas-piloto previstas no acordo. O premiê também afirmou que o acordo representa "um grande golpe para o Irã": "Nossa segurança vem em primeiro lugar", declarou. O conflito entre Israel e o Hezbollah começou quando o grupo armado abriu fogo contra Israel em 2 de março, dias depois de os . Os ataques do Hezbollah desencadearam ataques aéreos e terrestres israelenses que mataram mais de 4 mil pessoas no Líbano e deslocaram mais de um milhão. Apesar do cessar-fogo firmado anteriormente, episódios de violência continuam sendo registrados na região.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/israel-e-libano-assinam-acordo-preliminar-para-encerrar-conflito