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Cientistas argentinos vão às ruas contra cortes de Milei

Na Argentina, manifestantes denunciaram cortes de 50,2% no orçamento de ciência e tecnologia; universidades iniciaram uma greve de 24 horas

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Manifestantes protestam contra os cortes do governo Milei, em Buenos Aires, na Argentina | Reprodução/REUTERS

Manifestantes protestam contra os cortes do governo Milei, em Buenos Aires, na Argentina | Reprodução/REUTERS

Cientistas argentinos protestaram em uma marcha nacional nesta quarta-feira (12), em Buenos Aires, na Argentina, contra os cortes no sistema científico e universitário implementados pelo governo de Javier Milei desde que assumiu o poder no final de 2023, que começaram a provocar uma "fuga de cérebros".

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Os cortes no setor fazem parte da redução dos gastos públicos promovida por Milei que, após quase três anos, conseguiu diminuir a inflação, embora também tenha afetado o poder de compra da população, impactando sua popularidade.

Pesquisadores na Argentina, país com cinco ganhadores do Prêmio Nobel, receberam esta semana uma segunda carta de apoio assinada por 24 laureados com o Nobel e cientistas renomados de outros países, alertando o presidente Milei sobre o "precipício perigoso" para o qual o sistema científico local está se encaminhando.

O protesto visa a redução de 50,2% no orçamento de ciência e tecnologia entre 2023 e 2026, segundo a ONG de checagem de fatos Chequeado, com base em dados oficiais. Os cortes deixaram o orçamento do setor em 0,14% do PIB, muito abaixo aos níveis de investimento de cerca de 1% observados em países vizinhos como Brasil e Uruguai.

Os cientistas afirmaram que o sistema perdeu quase oito trabalhadores por dia, sendo cerca de 6.000 no total, incluindo pesquisadores, bolsistas, técnicos e apoio, enquanto os salários foram congelados e os programas de pesquisa desmantelados, medidas que alimentaram a "fuga de cérebros".

Nesta quarta-feira (12), as universidades iniciaram uma greve de 24 horas, que deverá ser seguida por mais protestos ao longo de agosto, exigindo a restauração do financiamento público que o governo cortou nos últimos anos.

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