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Israel diz que ocupação de Gaza visa "terminar trabalho" enquanto Hamas se recusa a entregar armas

Conselho de Segurança da ONU fez reunião de urgência para debater crise em Gaza; alto funcionário fala em "aumento no número de vítimas"

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SBT News, com informações da Reuters
10/08/2025, 17:12 • Atualizado em 10/08/2025, 21:09
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Netanyahu, premiê de Israel | Reprodução

Netanyahu, premiê de Israel | Reprodução

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma entrevista coletiva neste domingo (10), em Jerusalém, para defender o que chama de expansão da ocupação de Gaza.

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Mesmo em meio ao aumento das críticas internacionais sobre a atuação de Israel em relação aos palestinos - com cenas chocantes de fome intensa e denúncias de pessoas sendo executadas nas filas por comida - o líder israelense defendeu a medida, afirmando que esta seria a única forma de "acabar com a guerra".

Netanyahu disse que Israel não tem outra opção a não ser "concluir o trabalho e derrotar o Hamas".

"Dado que o Hamas se recusa a depor as armas, Israel não tem escolha a não ser terminar o trabalho e derrotar o Hamas", afirmou Netanyahu. "Não quero prolongar a guerra, quero acabar com a guerra", argumentou

Em sua defesa, o primeiro-ministro israelense diz que se Israel não tomar conta do território palestino, a guerra não terá fim e que a mensagem que o mundo receberia, seria que "Israel capitulou".

"Não acho que conseguiremos todos os reféns. E se capitularmos, isso significa que o Hamas se reagrupará e executará todas as ameaças que professa abertamente. Todos os dias, aliás. Todos os dias, dizem eles. Vamos repetir o massacre de 7 de outubro repetidamente", afirmou o chefe de Estado.

Reação da ONU

Neste domingo, o chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Ramesh Rajasingham, demonstrou preocupação com as declarações de Netanyahu, afirmando que a ocupação de Gaza marca uma "granda escalada" no conflito.

"Estou extremamente preocupado com o conflito prolongado, os relatos de atrocidades e o aumento do número de vítimas que provavelmente ocorrerão após a decisão do governo de Israel de expandir as operações militares em Gaza. Isso marca uma grave escalada no conflito que já infligiu um sofrimento inimaginável. Agora, por mais de 670 dias... os palestinos em Gaza têm sofrido diariamente com assassinatos e ferimentos. Mais de 61.000 pessoas foram mortas", afirmou o representantes da OCHA.

Também neste domingo, o Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma reunião de emergência sobre o conflito em Gaza.

O vice-secretário-geral para a Europa, Ásia Central e Américas, Miroslav Jenca, disse que esta é mais uma perigosa escalada do conflito. Ele mencionou “detalhes oficiais limitados” sobre os planos militares de Israel, mas disse que desalojariam todos os civis da Cidade de Gaza até 7 de outubro de 2025, afetando cerca de 800 mil pessoas.

Jenca também mencionou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) teriam a intenção de cercar a cidade por três meses, seguidos por dois meses para assumir o controle dos campos no centro de Gaza e da limpeza de grupos armados palestinos da área.

O representante da ONU reafirmou a posição o órgão, de que “a única maneira de pôr fim ao imenso sofrimento humano em Gaza é por meio de um cessar-fogo total, imediato e permanente”. Ele pediu que todos os reféns sejam “libertados imediata e incondicionalmente” e que Israel cumpra suas obrigações sob leis internacionais.

Plano de ocupação

Na sexta-feira (8), Israel aprovou o novo plano para expandir suas operações militares e assumir o controle da Cidade de Gaza, em uma ação que atraiu novas críticas no país e no exterior, inclusive de vários países europeus.

O Hamas disse que não se desarmará a menos que um Estado palestino independente seja estabelecido.

Netanyahu disse que Israel está trabalhando para aumentar a distribuição de ajuda em um esforço que está sendo coordenado com Washington, enquanto suas forças se preparam para avançar sobre a Cidade de Gaza.

"O cronograma que estabelecemos para a ação é bastante rápido. Queremos, antes de mais nada, permitir o estabelecimento de zonas seguras para que a população civil da Cidade de Gaza possa sair", acrescentou.

"Não quero falar sobre cronogramas exatos, mas estamos falando em termos de um cronograma bastante curto, porque queremos acabar com a guerra. É assim que vamos acabar com a guerra."

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