Brasil

Preços de material escolar variam até 280% em São Paulo, aponta Procon

Pesquisa mostra grandes diferenças de preços em papelarias; órgão orienta pais a pesquisar e reaproveitar itens para evitar gastos desnecessários

Os preços do material escolar podem variar até 280% em papelarias de São Paulo, segundo uma pesquisa divulgada pelo Procon-SP. O levantamento mostra que itens básicos, como canetas, podem custar quase quatro vezes mais dependendo da loja, reforçando a importância da pesquisa antes das compras de volta às aulas.

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De acordo com o Procon, a variação ocorre por fatores como marca, localização da loja e política de preços dos estabelecimentos. Um trio de canetas, por exemplo, foi encontrado por R$ 1,30 em uma papelaria e R$ 4,90 em outra, uma diferença de quase 280%.

Alguns produtos tiveram aumento em relação ao ano passado. Entre eles estão:

- Cadernos: alta de 7,86%;

- Tesoura sem ponta: 7,5%;

- Régua: 4,88%;

- Lápis de cor: 4,7%;

- Lapiseira: 4,5%.

O que ficou mais barato na lista escolar?

Apesar dos reajustes, vários itens registraram queda de preços, o que ajudou a manter a alta geral em apenas 0,14%. Entre os produtos mais baratos estão:

- Caneta esferográfica: queda de 9,3%;

- Apontador: -8%;

- Caneta hidrográfica: -4,5%;

- Refil para fichário: -4,6%;

- Lápis preto: -2%.

O que as escolas não podem exigir dos pais?

O Procon lembra que existe uma lei, em vigor desde 2013, que proíbe as escolas de exigir materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza, higiene ou escritório. Caso isso aconteça, os pais podem registrar reclamação.

Quais são as principais dicas para economizar?

Entre as orientações do Procon-SP estão:

- Pesquisar preços e consultar o relatório disponível no site do Procon;

- Reaproveitar materiais do ano anterior, como mochilas, estojos e lápis;

- Evitar levar as crianças às compras para reduzir gastos por impulso;

- Formar grupos de pais para comprar no atacado.

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