Sobe para 7 as mortes em protestos no Irã e a tensão aumenta com pressão dos EUA
Manifestações contra o alto custo de vida já deixaram 17 feridos; chefe do Parlamento iraniano reage a fala de Trump e ameaça tropas americanas
SBT Brasil
Subiu para sete o número de mortos em protestos violentos no Irã, iniciados em 28 de dezembro, na capital Teerã. O governo ainda não divulgou oficialmente a identidade das vítimas e nem confirmou prisões.
Segundo autoridades locais, ao menos 17 pessoas ficaram feridas desde o começo das manifestações, que têm como principal pauta a crise econômica e o aumento do custo de vida no país.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram um carro incendiado em frente a uma delegacia, em uma província no oeste do país. As cenas mostram confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de barricadas e prédios públicos cercados por protestos.
Qual o motivo dos protestos no Irã?
As manifestações começaram quando comerciantes fecharam as portas em Teerã, em protesto contra a desvalorização recorde da moeda iraniana e a alta da inflação.
Os manifestantes culpam o governo pela piora da economia e pela disparada dos preços de itens básicos.
Reação dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “Se as forças iranianas atirarem e matarem manifestantes pacíficos — como costumam fazer, os EUA irão em seu socorro.”
A declaração foi vista no Irã como uma ameaça de interferência externa na crise interna do país.
O chefe do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, reagiu elevando a tensão diplomática. Ele disse que: “Bases e tropas americanas no Oriente Médio serão alvos legítimos se Trump intervier no Irã.”
A fala reforça o clima de confronto entre os dois países, que já vivem relações tensas há anos.
A comunidade internacional reforça que o momento pede cautela e atenção aos desdobramentos diplomáticos, já que o conflito verbal entre Irã e EUA pode gerar reflexos em toda a região do Oriente Médio.









