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Testemunhas dizem que velas em espumante causaram incêndio em estação de esqui na Suíça

Fogo teria começado após chamas atingirem o teto do bar; autoridades falam em 40 mortos e centenas de feridos

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Reuters
02/01/2026, 09:23 • Atualizado em 02/01/2026, 09:23
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Incêndio em bar de estação de esqui na Suíça deixa mortos e feridos | Reuters

Incêndio em bar de estação de esqui na Suíça deixa mortos e feridos | Reuters

A polícia segue investigando a causa do incêndio que deixou ao menos 40 mortos e centenas de feridos no bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça. À imprensa, testemunhas sugeriram que o fogo teria começado a partir de velas colocadas sobre garrafas de champanhe, que teriam atingido o teto do local.

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Os moradores de Crans-Montana, que tem a distinção de ser não apenas uma atração popular para esquiadores, mas também para golfistas, ficaram espantados com o incêndio. Muitos conheciam as vítimas e alguns disseram que tiveram sorte de não terem estado lá.

Centenas de pessoas ficaram em silêncio perto do local enquanto vinham prestar homenagem às vítimas na noite de quinta-feira (1º). A Suíça também ordenou que a bandeira nacional seja hasteada a meio mastro por cinco dias como sinal de luto.

"Você acha que está seguro aqui, mas isso pode acontecer em qualquer lugar. Eles eram pessoas como nós", disse Piermarco Pani, um jovem de 18 anos que, como muitos outros na cidade, conhecia bem o bar.

Dezenas de pessoas deixaram flores ou acenderam velas em um altar improvisado no topo da rua que leva ao bar, que a polícia havia isolado. Alguns choravam, outros se abraçavam silenciosamente.

Atrás do cordão de isolamento, os corpos de algumas vítimas ainda estavam no bar, disse a polícia, enquanto se comprometiam a trabalhar 24 horas por dia para identificar todos que morreram no incêndio.

Kean Sarbach, 17 anos, disse que conversou com quatro pessoas que escaparam do bar, algumas com queimaduras, e que elas lhe disseram que as chamas se espalharam muito rapidamente.

Elisa Sousa, de 17 anos, disse que deveria estar lá, mas acabou passando a noite em uma reunião de família. "E, sinceramente, vou precisar agradecer à minha mãe cem vezes por não me deixar ir", disse ela na vigília pelas vítimas. "Porque Deus sabe onde eu estaria agora."

Vítimas

Pais de jovens desaparecidos fizeram apelos por notícias de seus entes queridos enquanto embaixadas estrangeiras tentavam apurar se seus nacionais estavam entre os envolvidos em uma das piores tragédias que aconteceram na Suíça moderna.

"O primeiro objetivo é atribuir nomes a todos os corpos", disse o prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud. Isso, segundo ele, pode levar dias.

Mathias Reynard, chefe de governo do cantão de Valais, disse que especialistas estavam usando amostras dentárias e de DNA para a tarefa.

"Todo esse trabalho precisa ser feito porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser contado às famílias a menos que tenhamos 100% de certeza", afirmou.

Itália e França estão entre os países que disseram que alguns de seus cidadãos estão desaparecidos, e o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, visitará Crans-Montana nesta sexta-feira (2), disse o embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado.

A Austrália também afirmou que um de seus nacionais ficou ferido.

Autoridades suíças disseram que cerca de 40 pessoas foram mortas, mas a Itália estimou o número de mortos em 47, com base em informações das autoridades suíças.

Todos, exceto cinco dos 112 feridos, já haviam sido identificados, disse Cornado. Seis italianos ainda estão desaparecidos e 13 hospitalizados, acrescentou. Três italianos foram repatriados na quinta-feira e mais três seguirão na sexta-feira.

As autoridades alertaram que nomear as vítimas ou estabelecer um número definitivo de mortos levaria tempo, pois muitos dos corpos estavam gravemente queimados.

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