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Dezenas de pessoas morrem e 115 ficam feridas em incêndio em bar de estação de esqui na Suíça, diz polícia

Equipes de resgate foram mobilizadas para atender às vítimas no local; causa do incidente será investigado

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Dezenas de pessoas morreram e 115 ficaram feridas, a maioria delas gravemente, depois que um incêndio destruiu um bar lotado durante uma festa de Ano Novo na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana, informaram autoridades suíças nesta quinta-feira (01).

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O incêndio começou à 1h30 (horário local) em um bar chamado "Le Constellation" no resort no sudoeste da Suíça. A causa do incêndio, que foi inicialmente relatado como uma explosão, ainda não está clara, mas as autoridades disseram que parece ter sido um acidente e não um ataque.

A polícia suíça disse que "dezenas" de pessoas estavam supostamente mortas e cerca de 115 ficaram feridas, e o Ministério das Relações Exteriores da Itália disse que as informações da polícia suíça indicavam cerca de 40 mortes. As autoridades suíças se recusaram a fornecer um número específico.

Imagens de vídeo mostraram filas de ambulâncias e helicópteros pousando para levar as vítimas para hospitais próximos e unidades especializadas em queimaduras em outras cidades suíças.

Imagens de vídeo verificadas pela Reuters mostraram o fogo se espalhando pelo prédio, com pessoas do lado de fora da boate, algumas delas correndo e gritando.

Vítimas são de vários países

O embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, disse à Sky TG24 que as autoridades locais lhe disseram que o incêndio foi iniciado por alguém que soltou fogos de artifício dentro do bar, o que incendiou o teto. Ele estava em Crans-Montana, onde disse que vários italianos haviam se reunido em busca de informações sobre parentes ou amigos desaparecidos. Ele se recusou a dizer se havia alguma vítima italiana.

Na manhã desta quinta-feira, imagens da rua do lado de fora mostravam a área isolada, com tendas forenses atrás de telas brancas montadas em frente ao bar em Crans-Montana, um centro de esqui da moda com uma variedade de butiques, hotéis de luxo e restaurantes.

"Conheço uma pessoa que poderia estar entre as vítimas e não consigo entrar em contato com ela. Estou muito preocupada", disse a moradora local Karine Spreng. "Vou tentar entrar em contato com outras pessoas que conhecem essa mulher para ver se ela ainda está viva."

A cena diurna, com pequenos grupos de pessoas, algumas em lágrimas ou carregando flores, era um forte contraste com o pânico e a confusão que as autoridades disseram ter enfrentado os primeiros socorristas que chegaram quando o alarme foi acionado.

"Os socorristas -- bombeiros e policiais -- chegaram em uma cena de caos, em uma cena dramática", disse Stephane Ganzer, chefe de segurança do cantão de Valais, aos repórteres.

Ele disse que algumas das vítimas eram de outros países, que centenas de funcionários estavam trabalhando no caso e que uma linha de ajuda havia sido aberta para os parentes. As autoridades disseram que a difícil tarefa de identificar os corpos gravemente queimados levaria um tempo considerável.

"Não posso esconder de vocês que estamos todos abalados com o que aconteceu durante a noite em Crans", disse chefe de polícia do cantão, Frederic Gisler, em uma coletiva de imprensa.

"Nossa contagem é de cerca de 100 feridos, a maioria com gravidade, e infelizmente dezenas de pessoas estão presumivelmente mortas", disse ele, acrescentando que os pacientes foram enviados para hospitais em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique.

A promotora local Beatrice Pilloud disse que foi aberta uma investigação completa sobre o incidente no bar, cujos registros suíços de empresas indicavam ser de propriedade de um casal francês. "No momento, estamos considerando isso como um incêndio e não estamos considerando a possibilidade de um ataque", disse ela em uma coletiva de imprensa.

Lamento

O presidente federal suíço, Guy Parmelin, expressou choque com a escala do desastre, que ocorreu menos de um ano depois que um incêndio em um clube na Macedônia do Norte matou 59 pessoas.

"O que era para ser um momento de alegria se transformou, no primeiro dia do ano em Crans-Montana, em um luto que atinge todo o país e muito além", disse Parmelin no X, expressando condolências.

Os ministros das Relações Exteriores da vizinha Itália e da Alemanha expressaram suas condolências.

A promotora Pilloud disse que as autoridades estavam tentando encaminhar os corpos das vítimas para suas famílias.

"Muitos recursos foram investidos na perícia para identificar as vítimas. Esses recursos têm o objetivo de nos permitir entregar os corpos às famílias o mais rápido possível", disse ela.

Mais cedo, a polícia disse que muitas pessoas estavam sendo tratadas por queimaduras e que a área havia sido completamente fechada, com uma zona de exclusão aérea imposta sobre Crans-Montana, que deve sediar o Campeonato Mundial de Esqui Alpino no próximo ano. As autoridades informaram que 10 helicópteros e 40 ambulâncias foram mobilizados.

(Reportagem adicional de Dave Graham em Zurique, Richard Lough em Paris, Kirsti Knolle em Berlim e Shivani Tanna em Bengaluru)

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