Política

Lula: "Quem bate em mulher não precisa votar em mim"

Na convenção do PT, presidente cobra respeito às mulheres, critica ausência feminina no palco e faz aceno a eleitorado

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Emanuelle Menezes
Presidente Lula (PT) e Janja durante convenção nacional do PT | Divulgação/Ricardo Stuckert

Presidente Lula (PT) e Janja durante convenção nacional do PT | Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição, que não quer receber o voto de homens que agridem mulheres. O petista defendeu o enfrentamento à violência de gênero e afirmou que está disposto a perder votos em nome dessa posição.

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"O cara vai ter que escolher, ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser. Eu quero criar uma sociedade de respeito", declarou Lula.

A fala ocorreu após o presidente fazer um aceno ao eleitorado feminino, segmento em que aparece com vantagem nas pesquisas de intenção de voto. Antes de iniciar o discurso, Lula interrompeu o protocolo da convenção para criticar a ausência de mulheres entre os primeiros oradores do evento.

"Eu quero fazer uma crítica. Porque não é possível que a gente tenha esquecido, no principal evento da nossa campanha, de colocar uma mulher para falar", disse.

Em seguida, o presidente convidou a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, para subir ao palco e discursar em nome das mulheres envolvidas no Pacto Contra o Feminicídio.

Em seu discurso, Janja reforçou a mobilização do eleitorado feminino em torno da candidatura do presidente.

"Somos nós, mulheres, que vamos eleger você [Lula] novamente", afirmou.

Esta será a sétima disputa presidencial do petista desde a redemocratização do país. Até agora, ele acumula três vitórias (2002, 2006 e 2022) e três derrotas (1989, 1994 e 1998).

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