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Israel alerta população do Irã para evitar uso de trens pelas próximas 12 horas

Comunicado foi divulgado em meio à intensificação de ataques aéreos contra Teerã

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Integrantes das Forças de Defesa de Israel | Divulgação
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As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) emitiram um “alerta urgente” nesta terça-feira (7), aconselhando a população iraniana a não utilizar o transporte ferroviário pelas próximas 12 horas. No texto, os militares reforçam que “a presença em trens coloca a vida das pessoas em risco”.

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O alerta ocorre em meio à intensificação de ataques contra Teerã. Na noite de segunda-feira (6), os militares voltaram a atacar o complexo petroquímico de South Pars, localizado na cidade de Asaluyeh. Plantas petroquímicas em Marvdasht e em Shiraz também foram bombardeadas.

“Este é um dos poucos complexos restantes para a produção de componentes químicos essenciais para explosivos e materiais para mísseis balísticos no Irã. Paralelamente, as IDF atacaram um extenso local da matriz de mísseis balísticos no noroeste do Irã, por onde os soldados lançaram dezenas de mísseis em direção ao território do Estado de Israel”, disseram os militares.

Ao mesmo tempo, as tropas israelenses atuam nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em operação contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. Além dos ataques aéreos, que destruíram veículos e armazéns de drones e armas, as tropas avançam por terra, visando expandir a zona de segurança na região.

Ao todo, desde o início da ofensiva israelense em março, 1.497 pessoas já morreram e outras 4.639 ficaram feridas, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os dados, condenando os ataques do Hezbollah contra Israel.

“O Líbano se tornou vítima de uma guerra cujos desfechos ou data de fim ninguém pode prever com certeza. As posições dos oficiais israelenses e as práticas de seu exército revelam objetivos de maior alcance; incluem uma grande expansão da ocupação dos territórios libaneses, rumores perigosos sobre a criação de zonas tampão ou cinturões de segurança, e o deslocamento de mais de um milhão de libaneses”, disse.

Ultimato de Trump

O aumento da ofensiva israelense ocorre em meio ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. Pelas redes sociais, o republicano prometeu atingir usinas de energia e pontes em Teerã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto pelo regime até esta terça-feira (7).

Rota marítima de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o fim de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a operação coordenada contra o Irã, visando restringir a capacidade nuclear do país. Em retaliação, Teerã também iniciou ataques contra embarcações estrangeiras, o que vem pressionando a economia global, sobretudo devido à alta do petróleo.

A ameaça de Trump foi condenada pelo Comando Militar Central iraniano, que alertou para uma “retaliação devastadora” caso os Estados Unidos ataquem alvos civis no país. O ultimato do presidente norte-americano também foi criticado pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que disse que os “movimentos imprudentes” do republicano estão arrastando os Estados Unidos para “um inferno vivo”.

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