Política

Lula e Motta discutem fim da 6x1 na segunda (25)

Presidente defende transição de jornada "de uma vez" e argumenta que alteração gradual ao longo dos anos é "brincar de fazer redução"

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Motta e Lula | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (22) que vai se encontrar com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), na segunda-feira (25) para alinhar qual será o período de transição para reduzir a escala da jornada de trabalho de 44h para 40h.

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O tema é um dos impasses entre a base governista e o comando da Câmara e emperra a apresentação do parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC do fim da 6x1 na comissão especial que debate o tema.

Em entrevista ao programa “Sem Censura", do canal estatal TV Brasil, Lula disse que a redução de jornada e o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso não vai trazer "nenhum prejuízo à economia" e é manejável dentro do fluxo das empresas.

“Defendemos que a redução seja de uma vez, de 44h para 40h e fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, nós não temos força. Então tem que negociar", afirmou.

As negociações envolvem duas possibilidades até o momento: uma transição de 5 anos sem pagamento de horas extras ou um prazo entre 2 e 3 anos. Esse último cenário passou a ser admitido pela base governista diante a resistência do Centrão e alas ligadas ao lobby patronal em aceitar uma vigência brusca da mudança ainda neste ano.

Embora reconheça a necessidade de se chegar a um consenso sobre a regra de transição, Lula disse que há um limite que o governo aceitará.“Não dá para aceitar ficar 4 anos para reduzir meia hora por ano, uma hora por ano. Aí é brincar de fazer redução", afirmou.

PEC da Segurança

Lula também fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação à tramitação da PEC da Segurança Pública. O texto, tido inicialmente como a principal arma do governo para reestruturar o modelo de combate ao crime no Brasil, está parado no Senado há mais de dois meses.

Diante do distanciamento entre Lula e Alcolumbre desde a rejeição de Jorge Messias ao STF, o petista se dirigiu diretamente ao senador em um pedido para que a matéria volte a caminhar.

“Estou fazendo um apelo ao presidente Alcolumbre: coloque para votar a PEC da Segurança que esse país vai resolver definitivamente o problema", disse.

O eixo central da PEC é a criação de um sistema integrado de segurança pública, com coordenação federativa e definição mais clara de competências.

O texto constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), adotando um modelo de descentralização que busca preservar a autonomia de estados e municípios. Também estabelece um regime constitucional especial para integrantes e líderes de organizações criminosas, como facções e milícias.

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