Cubanos protestam contra indiciamento de Raúl Castro em Havana
Governo norte-americano decidiu denunciar o ex-presidente pela derrubada de dois aviões civis há 30 anos; protesto ocorreu na frente da embaixada dos EUA


Reuters
Milhares de cubanos se reuniram na manhã desta sexta-feira (22) diante da embaixada dos Estados Unidos em Havana para protestar contra a decisão dos EUA de indiciar o ex-presidente Raúl Castro pela derrubada de dois aviões civis há 30 anos.
A manifestação pró-governo, que começou logo após o amanhecer na orla de Havana, ocorre em um momento em que autoridades cubanas se uniram esta semana em apoio ao herói revolucionário da ilha em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos.
Raúl Castro, de 94 anos, não estava presente.
O parlamentar cubano Gerardo Hernández, herói nacional e ex-espião, transmitiu uma mensagem agradecendo ao povo cubano e aos amigos ao redor do mundo pela solidariedade.
"Enquanto eu viver, permanecerei na vanguarda da revolução, com um pé no estribo", disse Castro, segundo Hernández.
Milhares de cubanos agitaram bandeiras durante o protesto de quase uma hora à beira-mar, a apenas 145 quilômetros da costa dos EUA, gritando "Viva Raúl!" e "Pátria ou Morte!".
O presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero compareceram ao ato, assim como vários membros da família de Castro, incluindo a filha Mariela Castro, o filho Alejandro Castro e o neto Raúl Rodríguez Castro.
Rodríguez Castro, conhecido em Cuba como "Raulito" ou "El Cangrejo", costuma servir como guarda-costas de seu avô e se encontrou na semana passada com o diretor da CIA John Ratcliffe, durante uma rara visita de um chefe de espionagem dos EUA a Havana.
Cuba diz que o indiciamento de Castro por acusações de assassinato na quarta-feira foi baseado em alegações "espúrias" destinadas a servir de pretexto para invadir a nação em meio a um esforço do governo Trump para derrubar o governo da ilha.









