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Irã ameaça tratar ataque dos EUA como “guerra total” com a chegada de porta-aviões à região

Autoridade iraniana afirma que país está em alerta máximo; Trump, afirmou que há uma “grande força” de navios militares em direção ao Irã

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O Irã afirmou nesta sexta-feira (23) que qualquer ataque dos Estados Unidos será tratado como uma “guerra total”, às vésperas da chegada de um grupo de ataque de porta-aviões norte-americano e outros recursos militares ao Oriente Médio.

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A declaração foi feita por um alto funcionário iraniano, sob condição de anonimato, à agência Reuters.

Segundo o oficial, as Forças Armadas iranianas estão em estado de alerta máximo diante do reforço militar dos EUA na região. O funcionário afirmou que qualquer tipo de ofensiva, independentemente da escala, provocará uma reação imediata.

“Esperamos que esse envio não tenha como objetivo um confronto real, mas estamos preparados para o pior cenário”, destacou a autoridade. “Desta vez, trataremos qualquer ataque, seja limitado, ilimitado, cirúrgico ou cinético, como uma guerra total contra nós e responderemos da maneira mais dura possível”, declarou.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia alertado sobre o estado de prontidão máxima diante de uma possível intervenção americana.

“Qualquer ataque ao nosso grande líder será equivalente a uma guerra total contra a nação iraniana”, escreveu Pezeshkian na rede social X.

O presidente iraniano também responsabilizou Washington pelos problemas econômicos do país. Segundo ele, a “hostilidade de longa data” e as “sanções desumanas” impostas pelos Estados Unidos e seus aliados são os principais fatores das dificuldades enfrentadas pelo povo iraniano.

"Armada" dos EUA a caminho do Irã

Nesta quinta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há uma “grande força” de navios militares em direção ao Irã, descrita como uma medida “por precaução”.

Segundo a agência Reuters, autoridades americanas, sob condição de anonimato, informaram que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destróieres com mísseis guiados devem chegar ao Oriente Médio nos próximos dias.

De acordo com essas fontes, o reforço pode ser crucial para proteger bases americanas contra um possível ataque iraniano, além de ampliar a capacidade de dissuasão.

Até o momento, não há cronograma oficial para o término da missão nem detalhes sobre as regras de engajamento. A Casa Branca afirma que segue priorizando a diplomacia, mas mantém a preparação militar diante do cenário regional.

Protestos elevaram tensão entre países

As relações entre Estados Unidos e Irã se deterioraram após uma série de protestos violentos que atingem o país do Oriente Médio nos últimos meses.

Pelo menos 5 mil pessoas já morreram em manifestações de rua fortemente reprimidos pelo governo iraniano. Número inclui cerca de 500 membros das forças de segurança.

No dia 13 de janeiro, Trump afirmou que os EUA tomaria medidas "muito fortes" se o Irã começasse a executar os manifestantes detidos, sem entrar em detalhes sobre quais seriam essas medidas.

Erfan Soltani, de 26 anos, seria o primeiro manifestante a ser executado, mas a ONG de direitos humanos Hengaw afirmou que a execução foi adiada.

Os EUA também impuseram sanções a cinco autoridades iranianas acusadas de liderar a repressão aos protestos no país.

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