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Execução de manifestante Erfan Soltani no Irã é adiada, diz ONG

Erfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte por “ódio contra Deus” após participar de manifestações contra o regime

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Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso em Fardis, em Karaj, e teve a execução marcada quatro dias após a detenção | Divulgação/Hengaw
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A execução de Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante a onda de protestos que atinge o Irã desde dezembro de 2025, foi adiada, segundo informou a ONG Hengaw, ligada à população curda no país.

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Erfan teve a execução marcada apenas quatro dias após a detenção, em meio a um processo judicial "rápido e obscuro", segundo a ONG.

Em comunicado, a Hengaw afirmou que acompanha o caso com “sérias e persistentes preocupações” em relação ao direito à vida de Erfan Soltani e disse que divulgará novas informações assim que forem confirmadas.

A organização destacou que a interrupção contínua da internet e as severas restrições de comunicação no Irã impedem o acompanhamento em tempo real do caso.

De acordo com a ONG, a sentença prevê enforcamento, método frequentemente aplicado em condenações desse tipo no país. Organizações de direitos humanos denunciam que centenas de manifestantes já foram executados no Irã sob acusações semelhantes desde o início dos protestos.

Quais irregularidades são apontadas?

A Hengaw acusa o regime iraniano de ter privado Erfan de direitos básicos, como acesso a um advogado e a uma defesa efetiva, além de acelerar o processo penal. Segundo a ONG, a família do jovem ficou dias sem informações e foi avisada pelas autoridades apenas para ser comunicada sobre a execução, tendo apenas 10 minutos para se despedir.

“A imposição e a execução planejada de uma pena de morte em condições nas quais o acusado foi privado do acesso a um advogado, a uma defesa efetiva e a um julgamento independente e imparcial configuram uma execução extrajudicial”, afirmou a Hengaw, que expressou “profunda preocupação” com o aumento de julgamentos sumários e execuções de manifestantes detidos.

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