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Erfan teve a execução marcada apenas quatro dias após a detenção, em meio a um processo judicial "rápido e obscuro", segundo a ONG.
Em comunicado, a Hengaw afirmou que acompanha o caso com “sérias e persistentes preocupações” em relação ao direito à vida de Erfan Soltani e disse que divulgará novas informações assim que forem confirmadas.
A organização destacou que a interrupção contínua da internet e as severas restrições de comunicação no Irã impedem o acompanhamento em tempo real do caso.
De acordo com a ONG, a sentença prevê enforcamento, método frequentemente aplicado em condenações desse tipo no país. Organizações de direitos humanos denunciam que centenas de manifestantes já foram executados no Irã sob acusações semelhantes desde o início dos protestos.
Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, confirmou que o Irã “não tem planos” de realizar execuções por enforcamento, quando questionado sobre os protestos antigovernamentais no país.
Quais irregularidades são apontadas?
A Hengaw acusa o regime iraniano de ter privado Erfan de direitos básicos, como acesso a um advogado e a uma defesa efetiva, além de acelerar o processo penal. Segundo a ONG, a família do jovem ficou dias sem informações e foi avisada pelas autoridades apenas para ser comunicada sobre a execução, tendo apenas 10 minutos para se despedir.
“A imposição e a execução planejada de uma pena de morte em condições nas quais o acusado foi privado do acesso a um advogado, a uma defesa efetiva e a um julgamento independente e imparcial configuram uma execução extrajudicial”, afirmou a Hengaw, que expressou “profunda preocupação” com o aumento de julgamentos sumários e execuções de manifestantes detidos.
Execução de manifestante Erfan Soltani no Irã é adiada, diz ONGErfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte por “ódio contra Deus” após participar de manifestações contra o regimeMundo2026-01-14T22:37:52.596ZA , de 26 anos, preso durante a , foi adiada, segundo informou a ONG Hengaw, ligada à população curda no país. Erfan teve a execução marcada apenas quatro dias após a detenção, em meio a um processo judicial "rápido e obscuro", segundo a ONG. Em comunicado, a Hengaw afirmou que acompanha o caso com “sérias e persistentes preocupações” em relação ao direito à vida de Erfan Soltani e disse que divulgará novas informações assim que forem confirmadas. + A organização destacou que a interrupção contínua da internet e as severas restrições de comunicação no Irã impedem o acompanhamento em tempo real do caso. De acordo com a ONG, a sentença prevê enforcamento, método frequentemente aplicado em condenações desse tipo no país. Organizações de direitos humanos denunciam que centenas de manifestantes já foram executados no Irã sob acusações semelhantes desde o início dos protestos. Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, confirmou que o Irã “não tem planos” de realizar execuções por enforcamento, quando questionado sobre os protestos antigovernamentais no país. Quais irregularidades são apontadas? A Hengaw acusa o regime iraniano de ter privado Erfan de direitos básicos, como acesso a um advogado e a uma defesa efetiva, além de acelerar o processo penal. Segundo a ONG, a família do jovem ficou dias sem informações e foi avisada pelas autoridades apenas para ser comunicada sobre a execução, tendo apenas 10 minutos para se despedir. “A imposição e a execução planejada de uma pena de morte em condições nas quais o acusado foi privado do acesso a um advogado, a uma defesa efetiva e a um julgamento independente e imparcial configuram uma execução extrajudicial”, afirmou a Hengaw, que expressou “profunda preocupação” com o aumento de julgamentos sumários e execuções de manifestantes detidos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/execucao-de-manifestante-erfan-soltani-no-ira-e-adiada-diz-ong-1
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