Número de mortos em protestos no Irã chega a 5 mil, diz autoridade
Estimativa inclui cerca de 500 integrantes das forças de segurança, afirmou um oficial iraniano à agência Reuters



SBT News
com informações da Reuters
Pelo menos 5 mil pessoas já morreram no Irã em protestos de rua fortemente reprimidos pelo governo do país, disse neste domingo (18) um oficial iraniano à agência Reuters. Número inclui cerca de 500 membros das forças de segurança.
A autoridade iraniana, que falou à Reuters sob anonimato, culpou "terroristas e manifestantes armados" pela morte de "iranianos inocentes" em protestos que tomaram o país desde os últimos dias de 2025. Manifestações começaram por causa da crise econômica que atinge o Irã e, depois, passaram a mirar o regime dos aiatolás, no poder desde 1979.
O governo iraniano tem reagido aos protestos com violência e medidas como bloqueio total de internet. O oficial também disse à agência que confrontos mais violentos e com maior número de mortos têm ocorrido em áreas de separatistas curdos, no noroeste do país.
Autoridades locais têm repetidamente responsabilizado "Israel e grupos armados estrangeiros" pela instabilidade no país. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu nesse sábado (17) o grande número de mortos em manifestações, mas culpou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela violência e por danos a patrimônios do país.
"Nessa revolta, o presidente dos Estados Unidos fez declarações pessoalmente, encorajou os manifestantes a prosseguirem e disse: 'Nós os apoiamos, nós os apoiamos militarmente'", declarou o aiatolá.
A Hrana, agência de notícias de ativistas de direitos humanos no Irã, sediada nos EUA, disse nesse sábado que número de mortos chegou a 3.308, com outros 4.382 sob análise. O grupo informou ter confirmado mais de 24 mil prisões durante protestos.







