Política

Caso Master: PF não pode fazer divisão e terá de enviar o resto dos arquivos, diz presidente da CPMI

Carlos Viana agora espera uma resposta do ministro André Mendonça, do STF, para saber se decisão partiu de seu gabinete ou apenas da polícia

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criticou a conduta da Polícia Federal (PF) de repassar à comissão somente uma parte dos arquivos do caso envolvendo o Banco Master. Ao SBT News, ele afirmou que a corporação não pode fazer qualquer tipo de divisão nesse sentido.

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O material, que estava sob custódia da Presidência do Congresso, foi encaminhado à PF nesta quarta-feira (4). A corporação, por sua vez, repassou à CPMI somente os arquivos ligados aos empréstimos consignados.

Viana agora espera uma resposta do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para saber de quem partiu essa decisão.

"O que recebemos não é nem 10% do que foi originalmente devolvido. Estamos aguardando uma resposta do ministro André Mendonça, [para saber] se de fato o gabinete dele teria determinado que a PF fizesse essa separação ou se foi uma decisão apenas da PF", afirmou Viana durante participação no News Noite, nesta quarta-feira (4).
“Se foi [o caso], a polícia terá de nos enviar o restante, porque ela não pode, por ofício, fazer isso. A CPMI tem muito mais autoridade para solicitar os documentos do que a polícia de fazer qualquer tipo de divisão. Teremos que aguardar essa resposta para tomar as providências corretas", acrescentou.

Ainda no programa, Viana criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de suspender a quebra do sigilo da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI. Após a decisão, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é amigo de Roberta, solicitou ao STF que a decisão fosse entendida ao caso dele.

Segundo a defesa, a situação de Lulinha é semelhante, pois a comissão aprovou a quebra de seu sigilo durante a mesma votação em bloco. Para Viana, a decisão, que classificou como "absurda", é mais uma de uma série de determinações monocráticas que vêm sendo tomadas por ministros da Suprema Corte.

"A justificativa é quase como uma desculpa para impedir a investigação de que nós não teríamos feito um debate profundo e votamos em bloco decisões importantes. Votar em bloco decisões importantes é tradição do próprio STF, do chamado ‘voto em lista’, é uma justificativa que não se sustenta", disse. "É um desrespeito ao parlamento."

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