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Hamas aceita proposta de cessar-fogo com Israel

Proposta prevê liberação parcial de reféns; pressão interna e internacional cresce enquanto Israel planeja ofensiva em Gaza

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SBT News, com informações da Reuters
18/08/2025, 17:30 • Atualizado em 18/08/2025, 18:54
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Palestinos em barracas na Cidade de Gaza | Foto: reprodução/Reuters

Palestinos em barracas na Cidade de Gaza | Foto: reprodução/Reuters

O Hamas aceitou a mais recente proposta de cessar-fogo de 60 dias com Israel, que prevê a libertação de metade dos reféns mantidos na Faixa de Gaza e a soltura de prisioneiros palestinos por parte do governo israelense. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (18) por uma fonte oficial à agência Reuters.

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O dirigente sênior do Hamas, Basem Naim, declarou em publicação no Facebook que o movimento entregou sua aprovação à nova proposta apresentada pelos mediadores. Segundo uma fonte egípcia ouvida pela Reuters, o plano inclui a suspensão das operações militares israelenses durante dois meses e abre caminho para um acordo abrangente que encerre a guerra, prestes a completar dois anos.

De acordo com uma fonte próxima às negociações, a proposta é quase idêntica a uma apresentada anteriormente pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, já aceita por Israel.

Os planos de Israel de avançar sobre a Cidade de Gaza geraram apreensão dentro e fora do país. No domingo (17), dezenas de milhares de israelenses realizaram alguns dos maiores protestos desde o início do conflito, pedindo um acordo que ponha fim aos combates e garanta a libertação dos cerca de 50 reféns ainda mantidos em Gaza desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Autoridades israelenses estimam que apenas 20 deles estejam vivos.

A possível ofensiva levou o Egito e Catar a intensificarem esforços para viabilizar um acordo. Enquanto isso, milhares de palestinos deixaram áreas orientais da cidade, sob bombardeio constante, em direção ao oeste e ao sul do território.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a cidade de Gaza como o último grande bastião urbano do Hamas. Porém, com Israel já controlando 75% do enclave, militares alertaram que expandir a ofensiva pode colocar em risco a vida dos reféns e arrastar as tropas para uma guerra de guerrilha prolongada e sangrenta.

Parentes das vítimas

Entre os familiares de sequestrados, cresce o temor. Dani Miran, cujo filho Omri foi capturado em 7 de outubro, disse em Tel Aviv: “Tenho medo que meu filho seja ferido”.

Na própria cidadde de Gaza, palestinos organizam protestos exigindo o fim da guerra, que devastou boa parte do território e causou uma crise humanitária sem precedentes.

A ofensiva iminente já provocou novo deslocamento em massa. Ahmed Mheisen, gestor de um abrigo em Beit Lahiya, disse que 995 famílias deixaram o local rumo ao sul nos últimos dias. Ele calcula que seriam necessárias 1,5 milhão de tendas para abrigar os deslocados, mas Israel permitiu apenas a entrada de 120 mil unidades durante o cessar-fogo de janeiro a março. Segundo a ONU, 1,35 milhão de pessoas precisam urgentemente de itens de abrigo em Gaza.

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