Guerra no Irã faz China importar mais petróleo da Rússia
Dificuldades logísticas no Oriente Médio levam refinaria estatal chinesa a comprar remessas produzidas na Sibéria Oriental, diz agência
A
André de Sena, com informações da Reuters
Barris de petróleo | Reprodução
As dificuldades logísticas causadas pela Guerra no Oriente Médio levaram a Sinopec Corp, maior refinaria do mundo, a intensificar a compra de petróleo bruto produzido na Rússia. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, em condição de anonimato, e dados de rastreamento de navios, apontam que a estatal chinesa comprou de 30 a 40 remessas provenientes da Sibéria Oriental.
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Os carregamentos, que começaram a ser entregues em julho e vão continuar a ser enviados até setembro, correspondem a cerca de 241 mil a 320 mil barris por dia. Essa quantidade corresponde aproximadamente 5% a 6% da capacidade total de processamento da Sinopec Corp. Desta forma, a companhia busca manter uma produção relativamente estável, apesar das dificuldades causadas pela Guerra no Oriente Médio.
Desde que Estados Unidos e Israel deram início aos ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, a China foi obrigada a reduzir drasticamente suas importações da commodity. Somente no mês de junho, a queda foi de 41% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Antes do conflito ter início, a Sinopec obtinha quase metade de seu petróleo bruto do Oriente Médio e estava entre os principais clientes da Arábia Saudita.
Segundo fontes do setor ouvidas pela Reuters, a queda no volume de compras foi tão drástica que, nos meses de junho e julho, a estatal chinesa não chegou a importar nenhum barril. No entanto, a empresa voltou a fazer a aquisição de 2 milhões de barris em agosto. Essa quantidade é muito inferior aos 20 milhões de barris sauditas negociados em março e abril, e também fica abaixo da média de 11 milhões de barris por mês registrada no ano anterior à guerra.
As grandes refinarias chinesas, inclusive a Sinopec, foram obrigadas a suspender importações negociadas junto a Rússia em outubro de 2025, depois que os Estados Unidos impuseram a duas das principais produtoras russas. No entanto, a maior refinaria de petróleo do mundo retomou as compras das fornecedoras russas em abril, após entrar em vigor uma isenção temporária determinada por Washington.
De acordo com operadores que trabalham no setor, o carregamento russo previsto para chegar à China em setembro é cerca de US$ 10 mais barato para cada barril do tipo Brent, que é referência internacional, na comparação com o petróleo vindo de países como o Omã e Brasil.
Guerra no Irã faz China importar mais petróleo da RússiaDificuldades logísticas no Oriente Médio levam refinaria estatal chinesa a comprar remessas produzidas na Sibéria Oriental, diz agênciaMundo2026-08-06T17:25:31.156ZAs dificuldades logísticas causadas pela Guerra no Oriente Médio levaram a Sinopec Corp, maior refinaria do mundo, a intensificar a compra de petróleo bruto produzido na Rússia. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, em condição de anonimato, e dados de rastreamento de navios, apontam que a estatal chinesa comprou de 30 a 40 remessas provenientes da Sibéria Oriental. Os carregamentos, que começaram a ser entregues em julho e vão continuar a ser enviados até setembro, correspondem a cerca de 241 mil a 320 mil barris por dia. Essa quantidade corresponde aproximadamente 5% a 6% da capacidade total de processamento da Sinopec Corp. Desta forma, a companhia busca manter uma produção relativamente estável, apesar das dificuldades causadas pela Guerra no Oriente Médio. Desde que Estados Unidos e Israel deram início aos ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, a China foi obrigada a reduzir drasticamente suas importações da commodity. Somente no mês de junho, a queda foi de 41% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Antes do conflito ter início, a Sinopec obtinha quase metade de seu petróleo bruto do Oriente Médio e estava entre os principais clientes da Arábia Saudita. Segundo fontes do setor ouvidas pela Reuters, a queda no volume de compras foi tão drástica que, nos meses de junho e julho, a estatal chinesa não chegou a importar nenhum barril. No entanto, a empresa voltou a fazer a aquisição de 2 milhões de barris em agosto. Essa quantidade é muito inferior aos 20 milhões de barris sauditas negociados em março e abril, e também fica abaixo da média de 11 milhões de barris por mês registrada no ano anterior à guerra. As grandes refinarias chinesas, inclusive a Sinopec, foram obrigadas a suspender importações negociadas junto a Rússia em outubro de 2025, depois que os Estados Unidos impuseram a duas das principais produtoras russas. No entanto, a maior refinaria de petróleo do mundo retomou as compras das fornecedoras russas em abril, após entrar em vigor uma isenção temporária determinada por Washington. De acordo com operadores que trabalham no setor, o carregamento russo previsto para chegar à China em setembro é cerca de US$ 10 mais barato para cada barril do tipo Brent, que é referência internacional, na comparação com o petróleo vindo de países como o Omã e Brasil.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/guerra-no-ira-faz-china-importar-mais-petroleo-da-russia
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