Trump alerta China e Rússia sobre guerra no Irã
Em publicação na Truth Social, republicano afirmou confiar na promessa dos líderes da China e da Rússia de não fornecer armamentos a Teerã

Trump adverte China e Rússia contra envolvimento em guerra no Irã | Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, garantiram a ele que não venderão armas ao Irã. A declaração foi publicada na rede social Truth Social, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às especulações sobre uma possível ampliação da ofensiva militar americana contra o Teerã.
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Na publicação, Trump disse que recebeu a garantia de Xi durante um encontro realizado em Pequim e afirmou confiar na palavra do líder chinês. Segundo o presidente americano, o compromisso se estenderia também às empresas chinesas. "Considerando nosso relacionamento, levo sua palavra a sério e, além disso, estou lhe fazendo grandes favores", escreveu.
O republicano acrescentou que Moscou compreende a política americana de vender armas aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e não diretamente à Ucrânia. "Se participassem, seria muito ruim", escreveu, ao se referir à possibilidade de China e Rússia apoiarem militarmente o Teerã.
Nos últimos dias, Trump afirmou que avalia ampliar as operações militares americanas na região e responsabilizou diretamente o Teerã pelos ataques realizados pelos rebeldes houthis contra embarcações no Mar Vermelho.
Veja publicação
Relação com a China
A publicação também ocorre às vésperas de uma nova reunião entre Trump e Xi Jinping. O presidente americano confirmou que o líder chinês visitará os Estados Unidos em 24 de setembro e afirmou que os dois pretendem discutir temas relacionados à inteligência artificial, além da agenda bilateral.
O encontro foi acertado após a viagem de Trump a Pequim, realizada em maio. Na ocasião, o presidente americano convidou Xi para uma visita oficial à Casa Branca. Nesta semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, também se reuniram para preparar o encontro.
Segundo o governo chinês, Wang defendeu que Washington respeite os "interesses fundamentais" de Pequim e administre as divergências entre os dois países. A reunião ocorreu em meio a uma trégua nas disputas entre as duas maiores economias do mundo, mas também após Trump voltar a acusar a China de interferência nas eleições presidenciais americanas de 2020.
Na semana passada, o presidente anunciou a divulgação de documentos de inteligência desclassificados que, segundo ele, apontariam uma grande violação de dados eleitorais por parte da China. Até o momento, porém, as alegações não foram verificadas de forma independente e Trump não apresentou evidências públicas que comprovem as acusações.















