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Trump acusa China de violar dados eleitorais dos EUA

Presidente anuncia divulgação de documentos de inteligência desclassificados e afirma que arquivos revelam vulnerabilidades no sistema eleitoral americano

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SBT News
17/07/2026, 01:21 • Atualizado em 17/07/2026, 02:37
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que a Casa Branca está divulgando documentos de inteligência desclassificados sobre as eleições americanas. Segundo ele, os arquivos revelam "vulnerabilidades chocantes" na infraestrutura eleitoral do país e apontam que a China realizou "a maior violação de dados eleitorais da história" durante as eleições de 2020, ao obter informações de cadastros de eleitores.

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Durante o discurso, Trump afirmou que "todo americano merece saber que, ao votar, seu voto será contabilizado com precisão em um sistema seguro". O presidente disse que as informações divulgadas mostram que o atual sistema eleitoral estaria exposto a "níveis de ataques cibernéticos jamais imaginados". Até o momento, ele não apresentou evidências públicas que comprovem as alegações feitas durante o anúncio.

"Todo americano merece saber que, ao votar, seu voto será contabilizado com precisão em um sistema seguro. Um sistema onde fraudes e interferências não sejam apenas difíceis, mas praticamente impossíveis. Infelizmente, o sistema que temos hoje está muito aquém desse padrão", afirmou.
"Esta noite, anuncio a desclassificação e a divulgação imediatas de informações críticas, revelando vulnerabilidades alarmantes em nossa infraestrutura eleitoral. Essas evidências mostram que o sistema eleitoral que temos expõe, de forma perigosa e real, níveis de ataques cibernéticos jamais imaginados", acrescentou.

Trump também alegou que os documentos revelam que integrantes do chamado "Estado profundo" ("deep state") dentro das agências de inteligência americanas teriam atuado para ocultar ou minimizar informações sobre a suposta interferência chinesa nas eleições de 2020. Segundo o presidente, as agências de inteligência já sabiam, à época, que registros de eleitores haviam sido comprometidos, mas esconderam essas informações tanto do então governo quanto da população americana.

Ao longo do discurso, Trump citou trechos dos documentos para sustentar sua alegação de que a eleição presidencial de 2020 foi fraudada e afirmou que o sistema eleitoral americano permanece vulnerável a novas fraudes. O presidente defendeu mudanças profundas nas regras eleitorais, dizendo que elas seriam necessárias para garantir a integridade das eleições.

Trump também pediu que o Congresso aprove a chamada "Save America Act" ("Lei para Salvar a América"), apresentada por ele como uma reforma eleitoral de "bom senso". Segundo o presidente, a medida fortaleceria a segurança das eleições. Além disso, voltou a afirmar que o voto por correspondência é suscetível a fraudes e defendeu uma proibição quase total desse tipo de votação.

Os documentos começaram a ser publicados no site da Casa Branca durante o discurso e ainda não foram analisados de forma independente. Até o momento, portanto, não é possível verificar as alegações feitas por Trump nem confirmar que os arquivos sustentem suas afirmações de que houve fraude na eleição presidencial de 2020, uma operação para encobrir a suposta interferência chinesa ou as demais acusações apresentadas pelo presidente.

Nas eleições presidenciais de 2020, Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden. Após o pleito, ele contestou repetidamente o desfecho da votação e alegou, sem apresentar provas de fraude generalizada capaz de mudar o resultado da eleição, que houve irregularidades no processo eleitoral. Diversas ações judiciais movidas por seus aliados foram rejeitadas pelos tribunais americanos.

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