Irã ameaça base do Reino Unido usada pelos EUA em ataque
Guarda Revolucionária afirma que instalações utilizadas nos bombardeios passam a ser "alvos legítimos"
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SBT News, Agência EFE
Comando Central dos EUA divulgou imagem de míssil sendo disparado em ataque contra o Irã | Comando Central dos EUA/Divulgação via REUTERS
O Irã afirmou nesta quinta-feira (23) que qualquer base militar utilizada pelos Estados Unidos para lançar ataques contra seu território passa a ser considerada um "alvo legítimo". A declaração foi feita pela Guarda Revolucionária após alegar que bombardeiros americanos decolaram da Base Aérea de Fairford, no Reino Unido, para atacar alvos iranianos nessa quarta-feira (22).
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Em comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária advertiu diretamente o governo britânico e afirmou que Londres assumiu responsabilidade pelas recentes ofensivas ao permitir o uso de suas instalações militares pelos Estados Unidos.
"Advertimos a monarquia britânica, principal causadora das desgraças dos povos da nossa região (...) e que teve a maior participação nas recentes agressões dos Estados Unidos e do regime sionista ao Irã, que não se carregue mais com esta responsabilidade", diz o comunicado, que acrescenta: "Qualquer base usada para atacar o território iraniano será considerada um alvo legítimo para nós."
Segundo o Irã, o governo britânico autorizou que aeronaves militares dos Estados Unidos utilizem bases localizadas no Reino Unido e no Oceano Índico para conduzir operações contra o Irã. A autorização teria sido concedida pelo primeiro-ministro Andy Burnham.
Também nesta quinta-feira (23), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a decisão britânica e afirmou que o apoio de Londres às operações militares viola a Carta das Nações Unidas. Segundo ele, auxiliar no planejamento ou na execução dos ataques torna o Reino Unido "cúmplice de crimes de guerra".
Durante a madrugada, a agência estatal IRNA informou sobre um ataque na província iraniana do Khuzistão, perto da fronteira com o Iraque, que deixou dois mortos e 11 feridos.
Os "mísseis inimigos" caíram, segundo a IRNA, durante a madrugada de quinta-feira na localidade de Shalamcheh, onde fica um importante ponto de passagem fronteiriço e comercial por onde transitam diariamente centenas de pessoas. O incidente, ainda de acordo com a agência, ocorreu perto de um terminal de passageiros.
A Guarda Revolucionária respondeu, segundo o comunicado, com ataques à base catariana de Al-Udeid, afirmando ter causado danos à torre de controle da base aérea. O Catar, porém, não forneceu informações sobre nenhum ataque.
A escalada ocorre após o colapso do memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho, que previa um cessar-fogo e a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrada a trégua, os ataques entre as partes voltaram a se intensificar, ampliando as tensões no Oriente Médio.
Irã ameaça base do Reino Unido usada pelos EUA em ataqueGuarda Revolucionária afirma que instalações utilizadas nos bombardeios passam a ser "alvos legítimos"Mundo2026-07-23T20:49:29.945ZO Irã afirmou nesta quinta-feira (23) que qualquer base militar utilizada pelos Estados Unidos para lançar ataques contra seu território passa a ser considerada um "alvo legítimo". A declaração foi feita pela Guarda Revolucionária após alegar que bombardeiros americanos decolaram da Base Aérea de Fairford, no Reino Unido, para atacar alvos iranianos nessa quarta-feira (22). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária advertiu diretamente o governo britânico e afirmou que Londres assumiu responsabilidade pelas recentes ofensivas ao permitir o uso de suas instalações militares pelos Estados Unidos. "Advertimos a monarquia britânica, principal causadora das desgraças dos povos da nossa região (...) e que teve a maior participação nas recentes agressões dos Estados Unidos e do regime sionista ao Irã, que não se carregue mais com esta responsabilidade", diz o comunicado, que acrescenta: "Qualquer base usada para atacar o território iraniano será considerada um alvo legítimo para nós." Segundo o Irã, o governo britânico autorizou que aeronaves militares dos Estados Unidos utilizem bases localizadas no Reino Unido e no Oceano Índico para conduzir operações contra o Irã. A autorização teria sido concedida pelo primeiro-ministro Andy Burnham. Também nesta quinta-feira (23), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a decisão britânica e afirmou que o apoio de Londres às operações militares viola a Carta das Nações Unidas. Segundo ele, auxiliar no planejamento ou na execução dos ataques torna o Reino Unido "cúmplice de crimes de guerra". Durante a madrugada, a agência estatal IRNA informou sobre um ataque na província iraniana do Khuzistão, perto da fronteira com o Iraque, que deixou dois mortos e 11 feridos. Os "mísseis inimigos" caíram, segundo a IRNA, durante a madrugada de quinta-feira na localidade de Shalamcheh, onde fica um importante ponto de passagem fronteiriço e comercial por onde transitam diariamente centenas de pessoas. O incidente, ainda de acordo com a agência, ocorreu perto de um terminal de passageiros. A Guarda Revolucionária respondeu, segundo o comunicado, com ataques à base catariana de Al-Udeid, afirmando ter causado danos à torre de controle da base aérea. O Catar, porém, não forneceu informações sobre nenhum ataque. A escalada ocorre após o , que previa um cessar-fogo e a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrada a trégua, os ataques entre as partes voltaram a se intensificar, ampliando as tensões no Oriente Médio.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-ameaca-base-do-reino-unido-usada-pelos-eua-em-ataque
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