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Ex de galerista morto no RJ pega prisão perpétua nos EUA

De acordo com as investigações, crime ocorrido em 2024 teria sido motivado por disputa durante processo de divórcio

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Por Beatriz Nogueira
Daniel Sikkema e Brent Sikkema (da direita para a esquerda). Reprodução/Redes Sociais

Daniel Sikkema e Brent Sikkema (da direita para a esquerda). Reprodução/Redes Sociais

O norte-americano Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por encomendar o assassinato do ex-marido, o galerista Brent Sikkema, morto em janeiro de 2024, no Rio de Janeiro. A sentença foi anunciada na quarta-feira (4), pela Justiça Federal do Distrito Sul de Nova York.

Segundo a Procuradoria dos Estados Unidos, Daniel foi considerado culpado em 22 de maio de 2026, após um julgamento de duas semanas. De acordo com as investigações, o crime foi planejado a partir de 2023, durante um conturbado processo de divórcio entre os dois. Brent era proprietário de uma conhecida galeria de arte em Manhattan, Nova York, e mantinha uma residência no Rio de Janeiro.

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A acusação aponta que Daniel contratou o cubano Alejandro Prevez para executar o assassinato. Para viabilizar o plano, o ex-marido realizou 11 transferências bancarias para o assassino e para a companheira dele, em Cuba. Os pagamentos teriam sido disfarçados com o uso dos nomes de amigos, familiares e funcionários, sem que essas pessoas soubessem da finalidade das transações.

Assassinato no Rio de Janeiro

Brent Sikkema foi assassinado em sua residência, no Rio de Janeiro, com 18 golpes de faca. Minutos depois do crime, Prevez ligou diversas vezes para Daniel por meio de um número de telefone secreto, usado especificamente para a comunicação entre os dois durante a execução do plano.

Pouco depois, Daniel enviou US$ 5 mil ao executor como pagamento pelo assassinato e prometeu realizar novas transferências, conforme os documentos apresentados pela acusação.

Prevez foi preso em 18 de janeiro de 2024, quatro dias após o homicídio, por autoridades brasileiras e o processo criminal contra ele continua em andamento.

A investigação contou com a participação do FBI, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, do Ministério Público Federal, da Polícia Militar de Minas Gerais e de autoridades espanholas, entre outros órgãos.

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