EUA negam passagem de navios chineses após bloqueio do Estreito de Ormuz
Marinha americana afirma que petroleiros foram interceptados, enquanto monitoramento aponta travessia de embarcações ligadas à China

SBT Brasil
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos entrou no segundo dia cercado de contradições. Enquanto sites de monitoramento marítimo indicam que navios chineses conseguiram atravessar a região, a Marinha americana nega e afirma que todas as embarcações foram interceptadas.
Dados de plataformas de rastreamento naval apontam que pelo menos quatro navios-tanque deixaram o Estreito de Ormuz nas primeiras 24 horas de bloqueio.
Segundo essas informações, ao menos duas embarcações teriam sido abastecidas em portos do Irã, principal exportador de petróleo da região.
A Marinha dos Estados Unidos contesta os dados e afirma que os navios chineses foram interceptados posteriormente, já no Golfo de Omã, e obrigados a retornar.
O Pentágono informou que cerca de 10 mil militares foram mobilizados para monitorar o bloqueio naval e reforçou que nenhuma embarcação conseguiu seguir viagem.
China reage e critica bloqueio
O governo chinês classificou a ação dos Estados Unidos como “irresponsável” e negou acusações de que estaria fornecendo armas ao Irã.
Pequim também ameaçou retaliar caso Washington imponha novas tarifas comerciais com base nessas suspeitas, elevando ainda mais a tensão entre as duas potências.
Retomada de negociações
Nesta terça-feira (14), os Estados Unidos e o Irã podem retornar ao Paquistão ainda nesta semana para uma segunda rodada de negociações de paz após o fracasso da primeira reunião, no último fim de semana, segundo a agência Reuters.
Segundo a reportagem, ainda não há uma data definida, mas o período entre sexta-feira e domingo permanece em aberto para a retomada do diálogo.
As tratativas para o fim da guerra de mais de seis semanas representaram o contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979, apesar de não ter ocorrido um encontro direito entre as delegações. Em reuniões distintas, mediadas pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ambos os países apresentaram suas condições para um cessar-fogo definitivo.
Cerca de 21 horas depois, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderava a delegação norte-americana, anunciou que as conversas chegaram ao fim sem acordo.









