Mundo

EUA negam passagem de navios chineses após bloqueio do Estreito de Ormuz

Marinha americana afirma que petroleiros foram interceptados, enquanto monitoramento aponta travessia de embarcações ligadas à China

Imagem da noticia EUA negam passagem de navios chineses após bloqueio do Estreito de Ormuz
Navios-tanque navegam no Golfo Pérsico, perto do Estreito de Ormuz | Foto: Reuters/Stringer - 11.03.2026

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos entrou no segundo dia cercado de contradições. Enquanto sites de monitoramento marítimo indicam que navios chineses conseguiram atravessar a região, a Marinha americana nega e afirma que todas as embarcações foram interceptadas.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Dados de plataformas de rastreamento naval apontam que pelo menos quatro navios-tanque deixaram o Estreito de Ormuz nas primeiras 24 horas de bloqueio.

Segundo essas informações, ao menos duas embarcações teriam sido abastecidas em portos do Irã, principal exportador de petróleo da região.

A Marinha dos Estados Unidos contesta os dados e afirma que os navios chineses foram interceptados posteriormente, já no Golfo de Omã, e obrigados a retornar.

O Pentágono informou que cerca de 10 mil militares foram mobilizados para monitorar o bloqueio naval e reforçou que nenhuma embarcação conseguiu seguir viagem.

China reage e critica bloqueio

O governo chinês classificou a ação dos Estados Unidos como “irresponsável” e negou acusações de que estaria fornecendo armas ao Irã.

Pequim também ameaçou retaliar caso Washington imponha novas tarifas comerciais com base nessas suspeitas, elevando ainda mais a tensão entre as duas potências.

Retomada de negociações

Nesta terça-feira (14), os Estados Unidos e o Irã podem retornar ao Paquistão ainda nesta semana para uma segunda rodada de negociações de paz após o fracasso da primeira reunião, no último fim de semana, segundo a agência Reuters.

Segundo a reportagem, ainda não há uma data definida, mas o período entre sexta-feira e domingo permanece em aberto para a retomada do diálogo.

As tratativas para o fim da guerra de mais de seis semanas representaram o contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979, apesar de não ter ocorrido um encontro direito entre as delegações. Em reuniões distintas, mediadas pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ambos os países apresentaram suas condições para um cessar-fogo definitivo.

Cerca de 21 horas depois, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderava a delegação norte-americana, anunciou que as conversas chegaram ao fim sem acordo.

Últimas Notícias