Após 21 horas, EUA e Irã encerram negociações sem acordo, diz vice-presidente
JD Vance afirma que impasse sobre programa nuclear impediu avanço das conversas entre os países


Antonio Souza
com informações da Reuters
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas sem acordo na madrugada deste domingo (sábado, no horário de Brasília).
Segundo ele, o Irã não aceitou os termos propostos pelos Estados Unidos durante as conversas realizadas no Paquistão.
“Não chegamos a um acordo, e isso é uma má notícia para o Irã, muito mais do que para os Estados Unidos. Deixamos bem claros quais são nossos limites, em que pontos estamos dispostos a ceder e em quais não estamos, e fizemos isso da forma mais transparente possível”, declarou Vance.
De acordo com o vice-presidente, o principal impasse nas negociações foi o programa nuclear iraniano. Ele afirmou que os Estados Unidos exigiam um compromisso claro de que o país não buscaria desenvolver armas nucleares.
“Trata-se do programa nuclear deles. Tivemos horas de conversas em privado, mas o fato é que precisamos ver um compromisso explícito de que não buscarão uma arma nuclear nem os meios para desenvolvê-la. Esse é o principal objetivo do presidente dos Estados Unidos, e foi isso que tentamos alcançar por meio dessas negociações”, afirmou.
Trump minimiza negociações
Mais cedo neste sábado (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera irrelevante o desfecho das negociações e voltou a dizer que o país saiu vitorioso do conflito.
Segundo Trump, as conversas estão em estágio avançado, mas não são determinantes. O presidente declarou que os Estados Unidos venceram militarmente e citou ações contra forças navais iranianas durante os confrontos.
“Independentemente do que aconteça, nós vencemos. Derrotamos completamente aquele país. Vamos ver o que acontece. Talvez haja um acordo, talvez não. Do ponto de vista dos Estados Unidos, nós vencemos”, afirmou.
Trump também indicou que, independentemente de um eventual acordo, a posição dos Estados Unidos não será alterada.
“Estamos negociando. Se chegarmos a um acordo ou não, para mim não faz diferença”, concluiu.









