Irã diz que bloqueio dos EUA a Ormuz é 'ilegal' e ameaça portos no Golfo Pérsico
Decisão anunciada por Donald Trump impede exportação de petróleo iraniano e aumenta tensão em meio a frágil cessar-fogo



SBT News
com informações da Reuters
O Irã classificou como 'ilegal e pirataria marítima' a decisão dos Estados Unidos de bloquear todo o tráfego marítimo dos portos iranianos. A decisão, determinada por Donald Trump, foi anunciada pelo Comando Central norte-americano (CENTCOM) no domingo (12) e passou a valer às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13).
A medida impedirá que cerca de dois milhões de barris de petróleo iraniano por dia entrem nos mercados mundiais, restringindo ainda mais a oferta global já bastante afetada pelo conflito de seis semanas.
Em declaração lida na televisão, o porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana (IRGC), Ebrahim Zolfaqari, afirmou que se a segurança dos portos do Irã for ameaçada, "nenhum outro porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro", completando que Teerã continuará controlando o Estreito de Ormuz e negará passagem a embarcações ligadas ao que descreveu como forças inimigas.
"As forças armadas continuarão firmemente a garantir a segurança nas águas territoriais da República Islâmica do Irã e, como já foi repetidamente anunciado, embarcações afiliadas ao inimigo não têm e não terão permissão de passagem pelo Estreito de Ormuz, enquanto outras embarcações continuarão a ser autorizadas a atravessar o estreito em conformidade com os regulamentos das forças armadas da República Islâmica do Irã.", afirmou
Desde o início da guerra, o Irã tem, na prática, fechado o estreito para todas as embarcações, exceto as próprias e de países parceiros, afirmando que os navios só poderão atravessar sob controle iraniano e mediante pagamento de taxa.
Ao anunciar que passaria a bloquear navios iranianos, Trump também afirmou que impedirá a passagem de qualquer embarcação que pague pedágio ao Irã.
A decisão deve afetar ainda mais o frágil cessar-fogo que interrompeu seis semanas de ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel. As negociações deste fim de semana terminaram sem consentimento entre as duas nações.








