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Estreito de Ormuz segue sendo principal entrave nas negociações entre EUA e Irã

Delegações se reúnem no Paquistão após mais de 40 dias de guerra, com mediação do primeiro-ministro Shehbaz Sharif

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Fumaça sobe após uma explosão, depois que o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que Israel havia lançado um ataque preventivo contra o Irã, em Teerã | Foto: reprodução/Reuters
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O Estreito de Ormuz segue sendo um dos principais pontos de divergência nas negociações de cessar-fogo entre delegações do Irã e dos Estados Unidos, realizadas neste sábado (11), em Islamabad, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

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Considerado um ponto geográfico vital para a economia global, o estreito é a principal saída do petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio. Qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística.

As negociações para restringir os ataques começaram no início deste sábado. Os Estados Unidos exigem a manutenção do fluxo no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã busca preservar seus ganhos militares. Ormuz é o principal argumento de barganha iraniana.

Pela proposta iraniana, o país exige o fim garantido da guerra e de ataques futuros, o encerramento das sanções econômicas, controle sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção dos ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano. Já a proposta dos Estados Unidos inclui restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura imediata do estreito.

Os representantes dos países não devem falar diretamente. Em reuniões separadas, as delegações dos Estados Unidos e do Irã se encontraram com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermedia as tratativas. Os encontros marcam o início das negociações de cessar-fogo após mais de 40 dias de guerra no Oriente Médio.

As tratativas representam o contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979. Caso ocorram reuniões presenciais, este será o primeiro diálogo direto desde 2015, quando um acordo nuclear foi firmado durante o governo de Barack Obama, com aval do então líder supremo Ali Khamenei.

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