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Aliados dos EUA rejeitam bloqueio a Ormuz e alertam para impacto global da medida

Reino Unido e França negam apoio à decisão de Trump, enquanto China e Rússia apontam riscos para a economia mundial

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SBT News, com informações da Reuters
13/04/2026, 15:20 • Atualizado em 13/04/2026, 15:20
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Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026 | Divulgação/Reuters

Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026 | Divulgação/Reuters

Países aliados dos Estados Unidos negaram qualquer participação no bloqueio anunciado por Donald Trump ao Estreito de Ormuz, enquanto China e Rússia alertaram que a medida pode prejudicar ainda mais a economia global, já bastante afetada pela crise energética causada pela guerra no Oriente Médio, iniciada por EUA-Israel há mais de 40 dias.

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Em declarações nesta segunda-feira (13), dia em que a medida de Trump passou a valer, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, bastante criticado pelo republicano em outras ocasiões, afirmou que o país não apoia a decisão e voltou a repetir que o Reino Unido não será arrastado para a guerra.

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou em uma publicação no X que o país irá organizar uma conferência com o Reino Unido e outros países para criar uma missão multinacional para restaurar a navegação no estreito. Ele alertou, no entanto, que a missão será "estritamente defensiva", distinta da dos envolvidos na guerra, e que será "implementada assim que a situação o permitir".

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, focou nos impactos econômicos da guerra para defender o restabelecimento da liberdade de navegação na região, afirmando que a medida é "extremamente prejudicial".

"Desde o início do conflito, há 44 dias, nossa conta de importação de combustíveis fósseis aumentou em mais de 22 bilhões de euros. 44 dias, 22 bilhões de euros, sem um único aumento na produção de energia. Isso demonstra o enorme impacto que essa crise tem sobre nossa economia", comentou.

A China e a Rússia, aliadas do Irã, também apontaram para os impactos na economia global para criticar a decisão. Em coletiva de imprensa em Pequim, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que "salvaguardar a segurança, a estabilidade e a livre passagem pelo Estreito de Ormuz serve aos interesses comuns da comunidade internacional", completando que o conflito militar é a principal causa da perturbação no estreito.

"Para resolver o problema, o conflito deve cessar o mais rápido possível. Todas as partes precisam manter a calma e exercer contenção. A China continuará desempenhando um papel construtivo", disse Guo.

Já o Kremlin afirmou que muitos detalhes do plano dos EUA ainda não estavam claros, mas adiantou que fechar o acesso aos portos iranianos prejudicará os mercados globais.

"Tais ações provavelmente continuarão a impactar negativamente os mercados internacionais. Isso pode ser assumido com um alto grau de certeza", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

A medida de Trump deve impedir que cerca de dois milhões de barris de petróleo iraniano por dia entrem nos mercados mundiais, restringindo ainda mais a oferta global.

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