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Trump diz que EUA não precisam de ajuda do Reino Unido na guerra contra o Irã

Presidente critica demora britânica em apoiar operação militar; Londres avalia enviar porta-aviões ao Oriente Médio

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SBT News, com informações da Reuters
08/03/2026, 16:51 • Atualizado em 08/03/2026, 16:51
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em fevereiro de 2025 | Divulgação/UK Prime Minister

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em fevereiro de 2025 | Divulgação/UK Prime Minister

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (7) que o país não precisa do apoio militar do Reino Unido para vencer a guerra contra o Irã. A declaração foi feita em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio e a tensões entre Washington e Londres sobre a condução do conflito.

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Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que o governo britânico está “considerando seriamente” enviar dois porta-aviões para a região, mas afirmou que a ajuda chegaria tarde.

“O Reino Unido, nosso antigo grande aliado, talvez o maior de todos, finalmente está pensando seriamente em enviar dois porta-aviões ao Oriente Médio. Tudo bem, primeiro-ministro Keir Starmer, não precisamos mais deles - mas vamos lembrar. Não precisamos de gente que entra em guerras depois que já vencemos”, disse.

O comentário veio depois de o Ministério da Defesa britânico informar que prepara o porta-aviões HMS Prince of Wales para um possível deslocamento ao Oriente Médio. Segundo autoridades do governo, a medida visa reduzir o tempo necessário para que o navio deixe o porto caso uma missão seja autorizada. A decisão final sobre o envio ainda não foi tomada.

A relação entre os dois aliados já vinha se deteriorando desde o início do conflito. O governo britânico inicialmente bloqueou o uso de bases militares no Reino Unido para apoiar ataques norte-americanos contra o Irã. Posteriormente, Londres autorizou que as instalações fossem usadas para ações consideradas defensivas, como ataques a depósitos de mísseis ou lançadores iranianos.

Starmer defendeu a decisão de restringir o apoio inicial às operações americanas. Segundo ele, era necessário garantir que qualquer ação militar estivesse de acordo com o direito internacional e tivesse planejamento adequado.

A ministra do Interior britânica, Yvette Cooper, disse neste domingo (8) que o governo prefere focar em decisões práticas em vez de responder às declarações nas redes sociais.

“O que aprendi neste cargo é que precisamos focar na substância, não em publicações em redes sociais”, afirmou à emissora Sky News.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao nono dia neste domingo. Ataques israelenses atingiram depósitos de petróleo e refinarias em Teerã, provocando incêndios em áreas da capital iraniana e interrupções temporárias no abastecimento de combustível.

Também neste domingo, Trump afirmou que o envio de tropas terrestres ao Irã é uma possibilidade, mas disse que isso só ocorreria diante de um “motivo muito bom”.

"Não quero falar sobre isto agora. Quero dizer, não acho uma pergunta apropriada. Você sabe, não vou responder a isso. Poderia haver? [envio de tropas] Possivelmente, por um motivo muito bom. Tem de ser, tem de ser por um motivo muito bom. E diria até que se fizéssemos isso, eles seriam tão dizimados que não teriam condições de lutar no nível terrestre", comentou Trump a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One.

A ofensiva militar começou em 28 de fevereiro, quando ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel atingiram alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações militares e centros de comando. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que governava o país desde 1989, foi morto nas primeiras ações do conflito.

Desde então, o confronto se expandiu para diferentes pontos do Oriente Médio. O Irã lançou ataques contra bases militares dos EUA no Golfo Pérsico e drones atingiram infraestrutura estratégica em países da região, enquanto Israel intensificou bombardeios dentro do território iraniano.

O avanço das hostilidades tem elevado a tensão entre aliados ocidentais e ampliado o risco de uma escalada regional do conflito. Além do impacto militar, a guerra também pressiona os mercados internacionais de energia, diante do risco de interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio.

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