PM que jogou motociclista de cima de ponte em SP será julgado por Tribunal do Júri
Caso ocorreu em dezembro de 2024; agente disse à vítima, um jovem de 25 anos, que ele deveria pular no córrego ou então seria arremessado

Sofia Pilagallo
Agência SBT
O policial militar que jogou um motociclista de cima de uma ponte em São Paulo em 3 de dezembro de 2024 será julgado pelo Tribunal do Júri. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aolheu a denúncia do Ministério Público (MP) contra o suspeito, Luan Felipe Alves Pereira.
O policial se tornou réu no caso em abril do ano passado, quando a Justiça de São Paulo aceitou o pedido do MP. Ele responde ao processo em liberdade, com a condição de não exercer função pública e manter distância mínima de 300 metros da vítima.
O caso ocorreu na rua Padre Antônio de Gouveia, em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. Uma testemunha registrou o crime, o que foi fundamental para a identificação do suspeito e o avanço das investigações.
Nas imagens, policiais abordam o motociclista, com um dos agentes levantando uma moto caída no chão. Em seguida, Pereira segura a vítima pela camiseta e a joga de cima da ponte.
A vítima, Marcelo Barbosa do Amaral, de 25 anos, afirmou à Justiça que estava andando de moto sem capacete perto de um baile funk e recebeu ordem de parada. Ele abandonou a moto e saiu correndo, mas foi alcançado pelos policiais.
Segundo Amaral, Pereira disse que ele deveria pular no córrego ou então seria arremessado. Diante da recusa, o policial o agarrou pelas roupas e o jogou de cima da ponte.
A Justiça não acatou a tese da defesa de lesão corporal de natureza leve. A juíza Fernanda Oliveira Silva referendou o crime como tentativa de homicídio, com o agravante de Pereira ter dificultado a defesa de Amaral ao lançá-lo da ponte de forma abrupta.









