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EUA dizem que tropas europeias não mudam posição de Trump sobre Groenlândia

Governo dos EUA afirmou que reunião com Dinamarca e Groenlândia foi produtiva, mas manteve discurso duro do presidente sobre o território

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Groenlândia: ilha é rica em minerais e segundo Trump, é vital para a segurança dos EUA | Foto: Jonathan Ernst/Reuters - 06.11.2025
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A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (15) que o eventual envio de tropas europeias ao território da Groenlândia não altera a posição do presidente Donald Trump sobre a região.

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Durante coletiva de imprensa, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a reunião entre autoridades da Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, foi considerada produtiva. No entanto, Trump ainda defende a aquisição do território.

“Foi uma reunião produtiva. Foi uma boa reunião. E, nessa reunião, os dois lados concordaram em estabelecer um grupo de trabalho composto por pessoas que continuarão a ter conversas técnicas sobre a aquisição da Groenlândia. O presidente deixou bem claro que deseja que os Estados Unidos adquiram a Groenlândia. Ele acredita que isso é do nosso melhor interesse em termos de segurança nacional”, disse Karoline.

Para o presidente americano, a ilha, estrategicamente localizada e rica em minerais, é vital para a segurança dos EUA e que o país deve possuí-la para evitar que a Rússia ou a China a ocupem.

Atualmente, há poucas evidências de que um grande número de navios chineses e russos navegue próximo à costa da Groenlândia.

Europeus preparam exercícios militares na Groenlândia

Nesta quinta-feira (15), países europeus estão enviando um pequeno número de militares para a Groenlândia, enquanto a Dinamarca e seus aliados se preparam para exercícios militares.

A Groenlândia e a Dinamarca afirmam que a ilha não está à venda, que ameaças de uso da força são imprudentes e que as questões de segurança devem ser resolvidas entre aliados.

Países proeminentes da União Europeia apoiaram a Dinamarca, alertando que uma tomada militar da Groenlândia pelos EUA poderia, na verdade, significar o fim da Otan.

Antes da reunião de quarta-feira, nos EUA, a Groenlândia e a Dinamarca disseram que haviam começado a aumentar sua presença militar na ilha e nos arredores, em cooperação com aliados da Otan.

Alemanha, França, Suécia, Noruega e Holanda disseram que estão enviando equipes militares para iniciar os preparativos para exercícios maiores no final deste ano.

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