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Como funcionava o esquema dos brasileiros presos por fraude migratória nos EUA

Segundo investigação, esquema teria teria movimentado cerca de R$ 100 milhões; EUA trata como maior fraude migratória da história

Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos acusados de participar de um esquema de fraude migratória que teria movimentado cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões). O grupo atuava na cidade de Orlando.

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Segundo as autoridades americanas, os suspeitos criaram uma falsa agência de imigração para oferecer serviços como solicitação de vistos, pedidos de asilo e autorizações de trabalho.

A maioria das vítimas era formada por brasileiros que buscavam regularizar a situação nos Estados Unidos.

As apurações apontam que o grupo não contava com advogados para representar os clientes, apesar de vender serviços que exigem acompanhamento jurídico.

Os suspeitos também criavam contas de e-mail falsas em nome das vítimas para controlar informações e impedir que elas tivessem acesso aos próprios processos.

Como os clientes eram prejudicados?

Além de cobrar pelos serviços, os investigados retinham documentos pessoais das vítimas e exigiam pagamentos adicionais para devolvê-los. A prática dificultava que os clientes buscassem ajuda ou denunciassem o esquema.

As autoridades estimam que o grupo tenha lucrado cerca de US$ 20 milhões com a fraude, o equivalente a aproximadamente R$ 100 milhões.

O caso é tratado como um dos maiores esquemas de fraude migratória já identificados nos Estados Unidos.

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