Ativistas detidos a caminho de Gaza estão em aeroporto para serem deportados, diz Israel
Grupo tentava levar ajuda humanitária para palestinos prejudicados pela guerra entre Israel e Hamas; brasileiro está entre tripulantes
C
Camila Stucaluc
10/06/2025, 04:30 • Atualizado em 10/06/2025, 04:30
compartilhar
Ativista Greta Thunberg após desembarcar em porto de Israel | Divulgação/governo de Israel
O governo de Israel informou, na noite de segunda-feira (9), que os 12 ativistas que estavam a bordo da embarcação Madleen chegaram ao aeroporto para serem deportados. O grupo tentava levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, quando foi interceptado por militares israelenses.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
“Os passageiros chegaram ao Aeroporto Ben Gurion para partir de Israel e retornar aos seus países de origem. Aqueles que se recusarem a assinar os documentos de deportação e deixar Israel serão levados perante uma autoridade judicial, de acordo com a lei israelense, para autorizar sua deportação. Cônsules dos países de origem dos passageiros os encontraram no aeroporto”, disse o governo.
O grupo viajou pela Freedom Flotilla Coalition. Na embarcação, que deixou o porto de Catânia, no sul da Itália, no último domingo (1º), estavam a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, o ator Liam Cunningham, da série "Game of Thrones", e outras nove pessoas. Todos foram detidos pelo exército de Israel no momento em que o barco se aproximou do território palestino.
Em comunicado, o governo israelense disse que já havia alertado o grupo de que não permitiria a entrada da embarcação em Gaza, acusando os tripulantes de serem antissemitas e “propagandistas do Hamas”. “A pequena quantidade de ajuda será transferida para Gaza através de canais humanitários reais. Há maneiras de entregar ajuda à Gaza — elas não envolvem provocações e selfies”, disse a gestão.
Crise humanitária
Os habitantes da Faixa de Gaza vêm enfrentando uma grave crise humanitária desde o início da ofensiva de Israel contra o Hamas, em outubro de 2023. Além dos bombardeios em massa, o exército chegou a impôr dois bloqueios sobre a entrada de ajuda humanitária na região. O último, que durou três meses, aconteceu em março, como forma de pressionar o grupo palestino a entregar os reféns israelenses.
A medida, no entanto, foi suspensa parcialmente, com o exército permitindo a entrada de um número controlado de mantimentos e insumos médicos. Desde então, Israel também vem tentando substituir as organizações que atuam na região, como a Organização das Nações Unidas (ONU), pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelo país e pelos Estados Unidos.
Os novos centros de distribuição enfrentaram dificuldades, com palestinos invadindo os locais em busca de alimentos. Como resposta, o exército israelense, que faz a segurança das áreas, disparou tiros de advertência, provocando a morte de dezenas de pessoas. O cenário aumentou a tensão internacional sobre a atuação de Israel em Gaza e fez a ONU pedir uma investigação sobre o caso.
"É inaceitável que os palestinianos estejam a arriscar as suas vidas por comida. Apelo a uma investigação imediata e independente sobre estes acontecimentos e a que os autores sejam responsabilizados. Israel tem obrigações claras sob o direito internacional humanitário de concordar e facilitar a ajuda humanitária”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Ativistas detidos a caminho de Gaza estão em aeroporto para serem deportados, diz IsraelGrupo tentava levar ajuda humanitária para palestinos prejudicados pela guerra entre Israel e Hamas; brasileiro está entre tripulantesMundo2025-06-10T04:30:35.797ZO governo de Israel informou, na noite de segunda-feira (9), que os 12 ativistas que estavam a bordo da embarcação Madleen chegaram ao aeroporto para serem deportados. O grupo , quando foi interceptado por militares israelenses. “Os passageiros chegaram ao Aeroporto Ben Gurion para partir de Israel e retornar aos seus países de origem. Aqueles que se recusarem a assinar os documentos de deportação e deixar Israel serão levados perante uma autoridade judicial, de acordo com a lei israelense, para autorizar sua deportação. Cônsules dos países de origem dos passageiros os encontraram no aeroporto”, disse o governo. O grupo viajou pela Freedom Flotilla Coalition. Na embarcação, que deixou o porto de Catânia, no sul da Itália, no último domingo (1º), estavam a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, o ator Liam Cunningham, da série "Game of Thrones", e outras nove pessoas. Todos pelo exército de Israel no momento em que o barco se aproximou do território palestino. Em comunicado, o governo israelense disse que já havia alertado o grupo de que não permitiria a entrada da embarcação em Gaza, acusando os tripulantes de serem antissemitas e “propagandistas do Hamas”. “A pequena quantidade de ajuda será transferida para Gaza através de canais humanitários reais. Há maneiras de entregar ajuda à Gaza — elas não envolvem provocações e selfies”, disse a gestão. Crise humanitária Os habitantes da Faixa de Gaza vêm enfrentando uma grave crise humanitária desde o início da ofensiva de Israel contra o Hamas, em outubro de 2023. Além dos bombardeios em massa, o exército chegou a impôr dois bloqueios sobre a entrada de ajuda humanitária na região. O último, que durou três meses, aconteceu em março, como forma de pressionar o grupo palestino a entregar os reféns israelenses. A medida, no entanto, foi suspensa parcialmente, com o exército permitindo a entrada de um número controlado de mantimentos e insumos médicos. Desde então, Israel também vem tentando substituir as organizações que atuam na região, como a Organização das Nações Unidas (ONU), pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelo país e pelos Estados Unidos. Os novos centros de distribuição enfrentaram dificuldades, com palestinos invadindo os locais em busca de alimentos. Como resposta, o exército israelense, que faz a segurança das áreas, disparou tiros de advertência, provocando a . O cenário aumentou a tensão internacional sobre a atuação de Israel em Gaza e fez a ONU sobre o caso. "É inaceitável que os palestinianos estejam a arriscar as suas vidas por comida. Apelo a uma investigação imediata e independente sobre estes acontecimentos e a que os autores sejam responsabilizados. Israel tem obrigações claras sob o direito internacional humanitário de concordar e facilitar a ajuda humanitária”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ativistas-detidos-a-caminho-de-gaza-estao-em-aeroporto-para-serem-deportados-diz-israel
Hajime Moriyasu chamou o Galinho de herói e destacou a influência do ex-camisa 10 no desenvolvimento do futebol japonês antes do duelo pelas 16 avos da Copa
Fenômeno ocorre dias após os fortes tremores que atingiram o norte do país e deixaram centenas de vítimas, além de provocar danos em diferentes regiões