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Embaixador da Palestina chora ao falar sobre morte de crianças em Gaza; veja vídeo

Riyad Mansour afirmou que situação dos palestinos está "além da capacidade de qualquer ser humano normal de tolerar"

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Camila Stucaluc
29/05/2025, 08:22 • Atualizado em 29/05/2025, 08:22
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Embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour | Reprodução

Embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour | Reprodução

O embaixador da Palestina na Organização das Nações Unidas (ONU), Riyad Mansour, chorou ao falar sobre a morte de crianças na Faixa de Gaza — palco da guerra entre Israel e Hamas. Durante discurso no Conselho de Segurança do órgão, na quarta-feira (28), o diplomata afirmou que mais de 1.300 crianças perderam a vida desde que Israel suspendeu o acordo de cessar-fogo, em março.

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"Estas são crianças. Crianças... Crianças! Dezenas de crianças estão morrendo de fome. As imagens de mães abraçando seus corpos imóveis, acariciando seus cabelos, falando com eles, pedindo desculpas…”, disse Mansour, em meio ao choro. “É insuportável...como alguém pode tolerar esse horror?”, acrescentou o diplomata, batendo na mesa com a mão direita.

Ao se recompor, Mansour afirmou que a situação dos palestinos está "além da capacidade de qualquer ser humano normal de tolerar". Ele citou o caso da médica Alaa al-Najjar, que perdeu nove de seus 10 filhos em um bombardeio israelense. Eles chegarem ao hospital onde ela trabalhava já mortos.

"Tenho netos. Sei o que eles significam para suas famílias, e ver essa situação envolvendo os palestinos sem que tenhamos coragem de fazer algo está além da capacidade de qualquer ser humano normal de tolera. Um horror e um trauma que a mente não consegue compreender, o coração não consegue suportar", disse Mansour.

A declaração do diplomata palestino acontece em meio à intensificação da ofensiva israelense em Gaza, que já provocou ao menos 3,9 mil mortes, a maioria de civis. Em defesa, os militares afirmam que bombardeiam somente alvos do Hamas, mas que muitos militantes se escondem em áreas populosas.

Além dos ataques, o exército impôs um cerco sobre a entrada de ajuda humanitária em Gaza, visando pressionar o grupo palestino a libertar os reféns capturados em 7 de outubro de 2023. Após três meses de forte pressão da comunidade internacional, Israel afrouxou parcialmente o bloqueio, permitindo a entrada de um número controlado de mantimentos, o que continua agravando a crise na região.

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